Vamos conversar?

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

As coisas mais importantes não são coisas!




Essa alegria, ninguém me tira!


Muita coisa é roubada.
Justamente. Coisas são roubadas.
As coisas mais importantes na vida não são coisas...

É um mistério esta máquina de andar e mexer da gente! Faz, faz. Necessita uns ajustes. Fica com peça gasta. A gente conserta. Às vezes, substitui. Cria ferrugem e até bolor!


Envelhece.

Máquina boa pra ser tratada com todo amor. E cuidado. Cuidar da dor. Máquina preciosa que nos carrega pela vida inteira. Que redundância! Quem não sabe disso? Hummmmm....

Aquela velha e conhecida historinha...
Ser jovem, ter saúde, ter tempo, não ter dinheiro.
Ser adulto, ter saúde,, ter dinheiro, não ter tempo.
Ser velho (ou mais idade! 😁😎😄) ter dinheiro, ter tempo e não ter saúde.
É fato. Mentira. Ter vontade muda tuuuuuudo!

Nesse mundãodeMeuDeus, perambulando por aí, vejo gente de toda idade. O que os faz ir? A despeito de toda dificuldade?

Vontade.


Ontem foi com uma Suiça que conversei. Em portunhol e inglês. Tem grana? Não. Tem vontade. Se precisar, arruma carona, arruma quarto por vinteecinco pilas em Floripa, aplica shiatsu na praia mesmo, com a gente deitada na canga, (lógico que fiz e até cochilei) e uma sessão já paga a diária do camping de hoje!

Tem vontade. Tem dificuldade. Vai. Enfrenta o que vier. E faz!


Já vi, na Europa, muitos casais de cabeça branca com suas mochilinhas, tênis no pé e... Vontade no coração! Passos mais lentos, costas mais arqueadas, mas pra que andar com passos apressados, mesmo?

Já vi gente que não troca férias por dinheiro nenhum no mundo. Trinta dias é sagrado por ano. E fazem milagres... Milagres em viver cada respiro dos trinta dias. Milagres que os trinta dias de desapego a dinheiro extra faz na vida da pessoa. Dinheiro a gente ganha, gente gasta. Todo mundo já ouviu isso. Ganha x, gasta X. Ganha y, gasta y. Lei da matemática. Lei da matemática, nada! Lei da maquinada! Que te transforma em máquina de fazer dinheiro pra alguém. Que não sei quem. Já que você não gasta com você!


Não estou falando de viagens caras.
Não estou falando de ir tão longe assim.
Não estou falando de maluquices. (Se bem que algumas, fazem muito bem! Quem não?)

Estou falando de cultivar o que não são coisas! Desapego ao que se vê. Se compra. Se rouba. Apego ao que faz bem!


Viro criança. Literalmente, viro criança! Me dá uma bicicleta e um à frente pra ir, que vou. Fico faceira de sentir o vento no rosto e sentir o suor dizendo que o corpo está trabalhando. De sentir que estou fazendo ele, o tempo, valer à pena. De degustar a liberdade que ninguém me deu e não comprei. Apenas abracei. Porque liberdade não é produto de mercado. Nasce com a gente. E quem a tranca, somos nós mesmos. Sempre dizendo a ela... "Agora, não! Nao tenho tempo. Estou ocupado. Tenho muitas coisas importantes pra fazer primeiro!" E prefere ser escravo. De si mesmo. De suas escolhas e ambição. De sua cegueira e sua traição. A traição aos seus anseios vitais. Dentre os quais, os SONHOS. Estes que nos mantém vivos. Estes que nos dão motivos para não desistir.

Não tenho mais liberdade que ninguém. A vida de cada um é diferente do outro. Alguns tem filhos pequenos. Alguns, pais idosos para serem cuidados. Alguns, pouca grana. Alguns, estes todos e mais alguns, MEDO. Quando a gente opta por fazer aquilo que gostamos, invariavelmente, pensam que a vida da gente é mais fácil. Atrelam liberdade a isso. E justificam sua falta de ação nisso. "Oooo vida dura, eu tenho!" Não leva a lugar algum pensar assim. Muito menos se iludir que a vida do outro que faz é mais fácil. De ninguém é mais fácil. É diferente! O que muda, é o olhar...


Ahhhhhhhh.... O olhar... Casado com a vontade, transpõe montanhas... Atravessa oceanos... Não leva dinheiro, Nem roupas de marca na mochila. Mas ganha experiências vividas, simplesmente por optar. Este tal de livre arbítrio que tanta gente deixa pro outro fazer por ele.

Não tenho dinheiro.
Não tenho tempo.
Não tenho saúde.
Não tenho coragem.
Não sei fazer.


Dinheiro. Taí tanto jovem fazendo, trabalhando no caminho pra fazer dinheiro. Esta suiça. Um amigo cicloturista que faz artesanato pra vender. Que pega trampo esporadicamente pra fazer renda. Outros amigos que vão e não tem preguiça de arrumar trampo não! Seja no que for.
Dinheiro. 2 Já pesquisou sistemas e aplicativos que te oferecem viagens mais baratas, acomodações mais em conta e nem por isso, menos confortáveis ou charmosas? Cinquenta pilas pro meu bolso num lugar aconchegante como estou. Onde pra tudo, vou de bike... Sem gastar um tostão de combustível. Faço amizades. Não me sinto só, se não quiser. Essa mocinha suiça tem pago entre vinteecincoetrinta pilas por dia. Oferece seu serviço, passando de guarda-sol em guarda-sol, também faz traduções de espanhol para francês e bem poderia fazer ainda para o alemão, inglês, italiano, se quiser. Pois domina todas estes idiomas... 😲🤓


Tempo. Já vendeu férias? Já se programou pra não precisar mais vender? Já usou bem seus finais de semana? Já levantou do sofá, já largou o celular e todas as redes sociais desligadas por alguns dias pra sair de dentro da caixinha e ir viver? Tem gente que na lápide terá de por o celular pregado em cima e constar... "Aqui jaz..."


Saúde. Vai com o que tem. Pode ter certeza. Vai piorar... Não é pessimismo barato. É fato. A curva da vida é ascendente. Topo. Descendente. Inevitável. Pra quem pretende viver até os cem anos ou mais. Off course. Dá pra melhorar cada fase. Ter qualidade de vida. E o principal: parar de se lamuriar pelo que não tem e usar bem aquilo que ainda tem. Porque logo, não tem mais! 🤪🤭😬🙄😜😂 Ao invés de se esconder na dor, vai com dor. Faz o que dá. Garanto que sair da inércia, botar a endorfina pra funcionar, vai trazer mais bem estar do que mais dor. Que vivenciar coisas novas, dará mais prazer que desprazer. E que você vai encher a sua linha do tempo de VIDA. Ao invés de DESvida. Na descida. Pode crer!


Coragem. Ahhhh... O medo... Que ata as pernas. Que paralisa. Que inventa monstros onde não tem. Coragem só se ganha no caminho.
O medo é um castelinho criado no mundo do fazdeconta, botando medo na gente, daquilo que nunca existiu. Não adianta se basear no "E se...." SE é condicional. Algo que pode ser e pode NÃO ser. Basear suas escolhas e sua vida em algo que não é real é, no mínimo, esquisito, não?
Coragem é como tsunami. Um cisco o inicia. Imperceptível quando nasce. Um monstro quando acontece. Derruba tudo no caminho!  Não é que coragem tenha de ser destrutivo, destruidor. Mas a coragem cresce porque fez o primeiro movimento. É o primeiro movimento que todos precisam fazer!


Por fim. Não sei fazer. Quem o sabe? ! Só se aprende a fazer, fazendo.  A vida só tem graça por ser uma caixinha de surpresas. Observar a natureza do nascermorrer, nos mostra que aprendemos para sobreviver! Chorar. Pedir. Fome. Sede. Dor. Ganhar independência ao se mexer para ir alcançar. Um brinquedo, a mão da mãe. O engatinhar. O andar. Então... Onde foi que você se perdeu? Onde foi que desaprendeu a andar?

De todas as desculpas esfarrapadas, escolha todas pra jogar fora. Escolha ir.

As coisas mais importantes não são coisas!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O Pré Caminho


O Pré Caminho



5/8/18

Hoje começo, de fato, a parte mochilão! Desmamei do aconchego e conforto da casa da Cris, devido ao calor extremo destes dias, onde o mais sensato foi ficar recolhida à sombra do que já iniciar a longa caminhada que me espera!


Foi uma convivência gostosa! Passar estes dias com minha amiguinha de infância, conhecendo os encantos desta região, relembrando nossos tempos de meninas, e tantas belezas naturais e as construídas há tantos anos atrás. Castelos. Cidades. E observar ruínas ou casas e igrejas mantidas através dos tempos.



As temperaturas giraram em torno dos 45 graus à sombra. E a ideia de chegar em solo europeu e iniciar o Caminho já na sexta feira teve de ser abortada, o que não me chateou. Fazê-lo será muito bem-vindo, se acontecer. Mas antes do caminho, há muitos caminhos a desfrutar…


Quinta-feira foi dia de passeio pela região. Parques municipais, castelos medievais e a inusitada experiência de comer um prato típico português… Caracóis!



Quando o dia parecia já ter terminado, Guilherme, esposo de minha amiga nos levou às cidades vizinhas onde havia o Castelo de Torres Novas que é aberto durante o dia com entrada gratuita. Uma construção imponente, conservada, que nos remete a uma viagem no tempo ao passeamos ao seu redor por estreitas passagens pela muralha que o rodeia. Adentrar, infelizmente, não foi possível neste momento, devido ao horário. Mas a rápida passagem por ele já valeu muito à pena.
O Rio….. ladeado por praças, que corta a cidade, convida moradores e curiosos a permanecerem por perto nos restaurantes e bares próximos. A sensação de estar perto da água, somente pelo barulho que se ouve da cascata já proporciona um desejado frescor nesta noites tão calientes. E terminamos o dia em casa, já passado da meia noite.


Ao dia seguinte, estava reservado um passeio que logo ao descer do avião, minha amiga me convidou, perguntando como eu estava de agenda nesta viagem. Livre, eu respondi! Estou com um abecedário inteiro de planos e opções de caminhos. Com ideias, mas sem correntes. Ela tinha em mente, irmos à piscina de Castelo Branco. Distante cerca de 100 km de sua cidade. Não poderia ter havido passeio melhor! Saímos no final da manhã e pude relembrar meus tempos de picnic com meus filhos. Passamos num mercado, compramos frango assado, frutas, pães, água, chá e munidos, chegamos à piscina. Como nos preenchem ricamente momentos que parecem ser tão simples! Alternar pulos na água, refrescar-se nela, na ducha e à sombra das árvores lá hora do lanche. Comer com as mãos, sem o menor constrangimento. Deliciosamente! Observar as pessoas, as famílias. Enquanto fugíamos o valor extremo de 45 graus…


O final da tarde ainda me presenteou com um passeio pela região de Vila Velha do Roncão. Uma formação rochosa às margens do Rio…. que, conforme tem descrito numa placa informática à sua frente, na margem de cá do rio, tem uma aproximação da partes que a compõem, estreitando a fresta entre elas!
O dia terminou preguiçoso, eu cochilando dentro do carro.

O sábado foi dia de pesquisas. Comecei a pensar em planos A, B para fugir do calor extremo e do risco de incêndio. O Caminho ainda estava em suspenso. Caminhar por dias sob um sol estarrecedor não seria nada sensato. Arriscar-me a passar por áreas com riscos de incêndio, sabendo o quão graves são em Portugal, também não fazia parte dos meus planos. Comecei a pesquisar o litoral.
Pelo Google mesmo, percebi um local chamado Peniche. Carol, filha de minha amiga já havia visitado e também feito a travessia à Ilha, a Reserva de Berlenga. Hummmmmmm… Parecia ser interessante a ideia! Fiz uma pré reserva pelo Booking. Anotei as possibilidades. Enrosquei no acesso por ônibus. Teria de fazer toda a volta por o Lisboa. Gastaria horas, agora de ser distante apenas 100 km. Deixei de lado.

Saquei plano B. Serra da Estrela. Altitude combina com frescor. Clima ameno. Me pareceu uma ótima ideia. Pesquisei locais. Li comentários sobre o que ver na serra. Gostei. Pesquisei hospedagens e, bem no estilo casas de montanha, vi uma vasta oferta de lugares super charmosos, aconchegantes para ficar. No entanto, a grande maioria já reservados. Quando, finalmente, encontrei, num valor legal, fiz o contato com o proprietário para saber se eu poderia ir sem efetivar a reserva, pois este seria com taxa de cancelamento, caso eu não conseguisse chegar. Para o meu imenso espanto e um certo desapontamento, ele me respondeu que não era nada aconselhável ir lá, pois havia alto risco de incêndio!

Estaca zero.

O dia foi se arrastando preguiçoso, um calor insuportável lá fora. Passamos o dia inteiro dentro de casa para fugir daquele bafo quente que pairava no ar e parecia subir ainda mais quente do asfalto. Lá pelas tantas, Cris teve uma ideia genial. Havia um auto carro, nossos ônibus, particular aos domingos que levava num preço bem acessível e direto, sem paradas, portanto, em torno de uma hora apenas, até Nazaré. A famosa praia das ondas gigantes! Bingo! Decidido o que fazer. Retirei do mochilão poucas coisas para passar o dia e retornar no mesmo. Saquei a mochila de ataque e feliz da vida, tinha em mãos o que faria. Pesquisando as possibilidades de passeios e transportes, vimos que haveria tapete fácil até Porto. Isso poderia casar à ideia inicial de prosseguir do litoral, em direção ao norte para a região de Porto e, quem sabe, ao início do Caminho. Caso fosse interessante o litoral, levando meu mochilão, eu teria a opção de ir até Peniche, que era a ideia inicial e conhecer um pouco da redondeza. Fiz a pesquisa. Sim! Consegui manter a reserva inicial de pernoite em Peniche. Agendei a travessia de barco para a Reserva de Berlenga. E comecei a desenhar o caminho. O pré caminho.

Refiz a mochila. Juntei tudo de novo. Fechei de lado a malinha laranja que vai guardar os excessos de bagagem e as roupas de frio com as quais vim do Brasil.

Cá estou. A caminho do litoral do lado de cá do Atlântico. Por dez euros ida-e-volta, se quiser, rodando cerca de 50 km para iniciar o desmame tão gostoso do aconchego do lar da Cris. Sozinha. Sozinha, não! Eu e minha mochila.

sábado, 2 de junho de 2018

Fazendo as malas


Hora de fazer as malas. O que levar? Boa hora pra se listar o “realmente necessário”. Separar aquilo que é imprescindível das mazelas, frescurites que a gente carrega por pura teimosia, só acumulando itens no excesso de bagagem!

Quando vamos preparar a mala para uma viagem, costumamos querer levar tudo aquilo que a gente usa mais, não larga, misturado ao que a gente acha que vai usar, quer usar e não se atreve, peças que não se conversam entre si e que na dúvida, vai tudo mesmo, socado na mala…

Quem já teve oportunidade de fazer mochilão, travessia em montanha, viagem autônoma de Cicloturismo “Raiz” onde se carrega empurrado pelas penas, todo o peso do que se vai usar para comer, dormir, vestir, sabe bem do que eu falo sobre minimizar peso. Levar somente o necessário. Racionalizar. Pensar nas necessidades básicas de fome, sede, frio, saúde, sono. Sem exagerismo!


Nestas horas, peso nas costas, ou nas pernas, fácil, fácil nos desapegamos daquilo que não precisamos. Dez trocas de roupa podem virar duas ou três. Um único bom e quentinho agasalho é o suficiente. Meias, mais de uma, pois pés secos e quentes são fundamentais. Um tênis ou bota pra andança ou pedalança, um chinelo (ou crocs!) para o descanso dos pés e, se a situação permitir, um sapatinho ajeitadinho pra passeio. Só! Pra higiene, nada de frascos que duram meses. Na medida. Bem no estilo frasco de hotel. Não precisa mais que isso. Ah! E, pra quem é adepto, a parafernália eletrônica para registrar o caminho. Vai de cada um.

Lista feita!

Faltou algo?

Depende do tamanho da viagem. Da disponibilidade de espaço e “mãos” para se carregar a bagagem. Porque gente não tem tentáculos! E, sinceramente, nestas horas que se vê a inutilidade da repetição de peças no guarda-roupa da gente, que desfila a mesma roupa repetidamente, só que com cores diferentes, ou um detalhe no modelito que, na real, não faz diferença nenhuma…


Não é que eu seja contra a variedade. A possibilidade de escolha quando se abre uma gaveta ou guarda-roupa. Lembre-se que estou falando de “fazer as malas”! E, racionalizando um pouco mais, a gente se percebe refém nesta indústria da inutilidade. Porque a gente trabalha, trabalha, trabalha e trabalha um pouco mais para pagar contas repetidas. Porque quando você compra a quadragésima peça de roupa, ou calçado, que nem que você usasse, cuidadosamente, uma por dia, sem repetir, você passa meses tendo o que vestir. E isto é totalmente desnecessário! Um roubo do tempo da gente! E do nosso bolso. Entende? Peças repetidas = contas repetidas = inutilidade. Então, você se flagra descobrindo o desperdício que comete com este exagero. E pára pra pensar se aquilo que você trabalha para pagar, realmente é necessário na lista de contas a se pagar ao final do mês.

A experiência de fazer as malas é um desafio. Retrato fiel da pergunta. “Leva o quê na bagagem?” Aquilo que realmente importa para a caminhada, ou anda arrastando pesos desnecessários? Porque, todo mundo sabe, o desnecessário é sinônimo de inútil. É peso morto. Cansa. Rouba-nos a energia. E a gente vive muito bem sem eles, obrigado!


Quem já mudou de casa sabe o drama que é ter de empilhar caixas “do que vai” e “do que fica”. E descobrir um monte de coisarada velha, esquecida, guardada para os momentos do “e se, um dia, precisar disso?” que não acontecem nunca. Isto, sem falar das caixas de lembranças… Que é um capítulo à parte. Que talvez, na hora da mudança, vem à tona. Dá as caras. E depois, vá para uma caixa de novo, laaaaaá no fundo do maleiro…

A mudança de casa, o fazer as malas são bem parecidos. Pois, de certa forma, fecham ciclos. Iniciam uma etapa nova. Talvez, temporária. Talvez a porta de passagem.

No final das contas, toda vez que vou fazer as malas entro neste velho dilema. Qual eu uso mais? Qual vai ser mais útil? Qual é o peso que eu quero carregar? Qual é o peso que eu aguento, posso e me é confortável carregar?

Pronto. Mala (Mínima e suficiente) feita!

Porque se o desapego não acontecer, o peso é maior, o andar enroscado e arrastado e o caminhar não acontece. E você deixa de ser o viajante ágil para ser um mero cuidador de malas cheias de imprescindíveis bugigangas paradas. Tanta bagagem sem viagem…

Aí, a gente acaba aprendendo que bagagem de viagem de verdade não se transporta  na mala. Vai cá dentro… Da alma! E que bagagem boa mesmo é aquela trocada no caminho.


P.S. Toda e qualquer semelhança entre bagagem de viagem e da vida não é mera coincidência. É proposital. Agora, releia substituindo palavra viagem por vida. Fez boa viagem?