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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

As Bolinhas de Gude da Estrada






A vida vai surpreendendo...

Se eu pudesse, andaria o tempo todo sem parar .
Num caminho de ida, ida, ida, num passo vagaroso suficiente que me permita estar, enquanto passo. E não passar, somente.





Já tive pressa. Como 99% dos jovens têm. Já não tenho mais. Tenho é sede! De absorver os lugares por onde passo e vou.

Tenho a insistência de ficar e descobrir que cada lugar merece um olhar a mais, um contemplar mais atencioso, um estar com os pés ali, naquele metro quadrado exato, sem ficar cobiçando o próximo passo, ou o olhar grudado na próxima curva, sem saber, sequer, se é por lá que se vai.




Fico fascinada! Porque desenho caminhos, devidamente abertos, flexíveis e cheios de possibilidades. E mesmo assim, a vida é mais sapeca do que eu. E apronta surpresas. Chacoalha o vidro de bolinhas de gude que joguei lá dentro e não me deixa saber muito bem, qual a cor, a nuance da próxima bolinha da vez. A luz bate no vidro e eu fico tentando adivinhar as cores. E do brilho delas, meus olhos brilham faiscando também...


Seriam cerca de 45 dias de estrada, tripmix , do jeito que eu gosto. Um cadinho de 4x4, outro cadinho de bike, outros tantos de pezão, montanha, mar, cerrado, chapada, cachoeiras, fervedouros, e a interrogação a frente, indicando lugares nunca estados! Então, dinovo, caí. Esta sou eu: 🤦





Quedinha de pedra em cachoeira, batida nas costas e dor. Muuuuita dor.

Stop.




Fui aprendendo a entender as paradas (tantas!) na minha vida. Trip interrompida no início. Com tantos km a frente a ir.
Vou acionar o plano alfabeto inteiro. Um que eu possa fazer enquanto não dá pra fazer as sapequices pretendidas.

Faz mal não. Estou na estrada!