Vamos conversar?

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Brochei




Os dois lados.
  1. Um desânimo e desestímulo
  2. Parada. Reflexão. “O que está errado?
  3. Um terceiro de acréscimo: pode melhorar a partir de agora.

Dois lados

Explico.

Brochar significa perder o tesão. Literalmente. Levei uma, dias destes atrás, em relação a escrever. Pra quem gosta de ler, fica difícil entender o porquê. Sendo amigo que não gosta, apesar de ser um saco receber mensagens contínuas na caixa de entrada, fica a dúvida: falo ou não falo pra parar de enviar?

Penso na opção da dúvida. Ele (quem envia) nunca vai saber se leio ou não leio. Fico na proteção da dúvida. Exceto se o enviante perguntar: “Você lê?” Como fiz dos destes e ouvi um “Sinceramente, não!”

Não há problema. Nenhum. Também vou confessar que não abro tudo que recebo. Sorry. Ainda e também prefiro mensagens pessoais do que compartilhamentos prontos. Mas também compreendo que este é o jeito de muitas pessoas demonstrarem atenção, amizade. Mesmo que as palavras enviadas não sejam escritas por elas, as representam. Então, aceito. Nem tudo abro. Mas aceito. Compreende?

Presente que ganhei

Carinho dado não se olha os dentes. Ops. O ditado popular diz: “A cavalo dado, não se olha os dentes!”

Adoro ditos populares. Porque você tem de entender a consistência. De onde nasceu. Disso, digo. É presente. Feito aquele enfeite de casamento que você nem curte, mas alguém deu de bom coração. Pra você, pode significar mal gosto. Pra quem deu, seu maior tesouro. Sua melhor forma de demonstrar amizade, carinho

Afinal. O que aconteceu que brochei?

Acho chato enviar frequentemente meus links do blog. E, off course, eu sei, a maioria não abre e lê. Não tem problema. O que faço sobre enviar os links não é pedido de comprar rifa. Nem prova de amizade de volta, se ler. Envio somente o que eu escrevo. Não são compartilhamentos de correntes, mensagens dosoutros, prints que não sei o que significam. Se para muitos é chato, incômodo, incoveniente receber links pela caixa de entrada, posso assegurar: só envio para amigos. Amigos que conheci, conheço e tenho vontade mandar algo meu. Como se fosse aquele velho bate papo que nunca acontece, ou aconteceu há anos. Tem mileuma promessas de se repetir, mas não acontece nunca. Pela correria da vida. Pela falta de tempo. Tempotempotempotempo.

A chamada que levei deste meu amigo foi justamente isso. Mal tem tempo de ler o que precisa ler, acredito eu, as coisas mais importantes sobre trabalho ou que reflitam em financeiro e eu fico enviandoandoando links de blog pessoal. Que se não tem tempo de ler o que precisa, que dirá, entrar em blogs pessoais de amigos. Eu.

Confesso. Fiquei mal uns pares de dias. Ruminandoandoando. Um tijolo pra engolir. Ensaiei responder. Gosto muito dele e responder ao que me escreveu, poderia acabar numa discussão de ideias. Afinal, anda estressado pela falta de tempo. Vou lá eu, mandar uma cartinha, ou bilhete de três linhas, pedindo desculpas,e pondo meu ponto de vista?

Gostaria de dizer a ele que talvez seja este o problema hoje, de todos nós. Dedicar pouco tempo a alimentar as amizades. Aceitando a forma de cada um se expressar. Ele me disse preferir mil vezes eu mandar mensagem lhe dizendo que vou visitá-lo, na cidade maravilhosa. E isto aconteceu até hoje, três vezes nestes doze anos de amizade. Sei que as portas serão sempre abertas. Mas…

Escrever é minha forma genuína de conversar. Por mais que as historinhas dificilmente sejam direcionados a uma pessoa, em particular, quando as envio, é por terem o tom de uma conversa. Simples. E responde quem quiser. E mais. Abre a conversa quem quiser.

Sinceramente, minha posição em relação aos envios de mensagens que não me interessam, ou são impessoais, enviadas a todos, é somente não abrir. Ou abrir, ver que não me interessa ver, ler ou assistir e fechar. Só.

Nunca escrevi a ninguém pedindo pra não enviar mais. O que já aconteceu é bloquear gente que não conheço, que está num mesmo grupo de WhatsApp e vir de conversa inconveniente e eu simplesmente, clico no bloquear. Só. Mas amigos… Somente quando na época da campanha eleitoral, onde tanta gente se desentendeu, pedi a uma ou outra pessoa que evitasse envios de cunho político. Pois cada um tem sua opinião. Só.

Então.

Sei, sei. Realmente, receber links semanalmente, ou quando acontece, diariamente, para quem não é adepto de ler, ou simplesmente não vê importância em blogs pessoais de amigos, pois não faz parte de forma alguma de “leituras a se ler”, é um saco.
Fico, então, matutando. Paro? Prossigo? Recolho? Restrinjo?


O que me faz continuar a escrever e enviar é justamente o que faz um professor prosseguir, mesmo quando metade da sala não presta atenção ao que ele fala. Quando você ensina algo que eles tem resistência. Quando ficar no stand-by é mais confortável. Do que ouvir. Não tenho nada a ensinar quando escrevo. São apenas conversas escritas, bate papo na tela que entra quem quer.

Compartilho o que vivo. Penso. Sinto. Em resposta, muitos amigos me escrevem fazendo um feedback muito rico. Sugerindo outros temas. Comentando algo parecido ao que vivi. Perguntando informações. Às vezes, dicas sobre como ir. Já que falo tanto de ir atrás de sonhos. De ir viver. De acreditar. De  fazer e acontecer! Então, vejo que dividir isto que escrevo provoca um despertar em muita gente. Um acordar. Um coçar. Que inicia uma revolução das boas… Que através das palavras, posso fazer a diferença a um que seja!


Justamente as pessoas que possuem um horizonte menor é que se deliciam com a leitura. Viajam junto. Desejam sair de seus lugares de conforto e ir buscar. Pois através das palavras e imagens, conseguem apalpar um pouco mais de perto por onde vou. Diferente de assistir canais que transmitem lugares mais fantásticos. Pois são estranhos que foram. Quando você vê alguém que você conhece expondo algo que fez, engraçadamente, parece se tornar mais perto.

Sei que este meu amigo não fez por mal. Ele é muito mais viajado do que eu. Imagino, com um círculo de amizades bem maior que o meu. Uma graça de pessoa, que se torna um excelente anfitrião quando o visitamos.

Eis a questão:

Visitar in loco, já não é assim tão comum. Por mais que eu seja viajeira. Por isso, para mim, os envios das minhas historinhas é minha maneira de manter a cordinha ligada. Entre mim e quem eu envio. Seja amigo velho, amigo novo, recém conhecido em viagens, de perto, de longe, de outro continente, de outro planeta. Tem sido assim que tenho resgatado conversas com muita gente que consta na minha imensa lista de contatos, a quem nunca ligo, também não envio uma mensagem pessoal, convidando para um café, almoço, passeio, nem visita em casa. Mas que no envio dos links, acabo cutucando por curiosidade do assunto, foto postada e a conversa é puxada… Para um café, um almoço, uma visita...


É. Nome retirado da lista de transmissão. Se você também não deseja receber é só me dizer. Eu retiro. Só acho estranho me dizer que preferiria o envio de palavras pessoais se essa prática também não é sua.

Cada um alimenta seus amigos do que lhe é mais rico e farto. No meu caso, de ❤️. É escrever. Mas vou entender se receber pedidos de pfv, Não me envie mais. Mas seja você, quem for, não distribua recados de “Tenho falta de tempo!” Você só possui aquilo que você dá.

Tempo.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Muda o jeito



Já rodei esta ilha rodando de carro, inteira, de ponta cabeça! E correndo, vários trechos na a Volta a Ilha. Fiz trechinhos curtos de bike. E optei por largar o quatro rodas em casa e sair de duas rodas…

É um cicloturistar urbano! Descobrindo e podendo parar, quantas vezes quiser, em cada lugar.








Achei grafite debaixo de viaduto. Parei. Atravessei a rua e fotografei. Girei. Até me perder, me perdi na hora de sair.

Passei por ciclovia, ciclofaixa, calçada, calçada sem ser calçada, calçada estacionada com caminhão. Passagens estreitas com placas pregadas no estilo, decepa o cidadão! Passei por motorista que parou pra mim, pra eu atravessar a rua. Que deu ré pra liberar o espaço pra eu passar. Por trilho na restinga. Por areia na praia batida. E por areia fofa, fofíssima, de empurrar.

Passei por filas métricas e quilométricas! Passei todinhos… Aí de mim! Mais rápida que qualquer um deles. Todos. Os quatro rodas!



Até guarda-sol improvisei! Pra ficar aqui, escrevendo, escrevendo, escrevendo…

A bicicleta abre e destrava caminhos. Destranca portas. Me leva…

Caso de amor antigo. Daqueles que olhava pra mim, eu olhava pra ele e ignorava… Não me achava capaz de fazer! Não achava que daria conta. Que poderia. E, hoje, o que parece tão óbvio em mim, já teve seus dias de inexistência!

Ahhhhhhhh! Quantas surpresas podem acontecer, se permitirmos que venham!

Uma das coisas que mais me alegrou saber, no final do ano, foi minha amiga do coração, de repente, me falar: “Susi, comecei a correr!” e, de pronto, sacou de seu celular, fotos e fotos de várias corridas que participou! Para encanto meu! Houve o tempo em que isso parecia tão impossível…

Outra amiga me mandou a foto do carro que achou de adquirir. Comum? Não é bem assim! Tudo na vida ia bem. Casamento. Parceria. Cumplicidade. Bens em comum. Inclusive bikes e carro. De repente… Fim de casamento. Buraco sem fim. Choro. Muito choro. Dois anos depois, uma mulher mais segura. Determinada. Com metas definidas. E realizações. Solo! Não que as realizações em dupla não tenham valido à pena. Mas até que ponto, estas realizações eram realmente suas, dele, ou de ninguém. Até mesmo dos pais de ambos. Frutos dos sonhos que os pais depositam nas costas dos filhos…

Outra amiga. Nunca tinha feito viagem. Saído da zona de conforto. Aquela do mundo que você já conhece. Foi sem pretensões a Foz. Conhecer. Um destino certo e só. Só?
Na reviravolta da viagem, conheceu um casal nunca visto, pegou carona até Joinville, mirou os destinos possíveis, partindo daquela cidade e foi. Pra um lugar nunca ido. Aprendeu que existia Booking, AirBnB e que viagens podem estar na ponta dos dedos. Foi. Com medo, ou sem medo. Foi. E virou outra pessoa.

Um amigo. Que vivia falando que “um diiiiiiaaaaa” ia fazer uma cicloviagem. Falava do Circuito do Vale Europeu. O mais conhecido de todos. Eu que não costumo chamar ninguém pra ir junto, chamei. Ele e mais duas amigas. Pra fazer algo bem light entre RS e Uruguai. Reta, reta. De nenhuma subida e nenhuma curva. As meninas não puderam. O destino, ele sugeriu. Eu topei. Nem precisa dizer. Coração virou Cicloturista. As viagens mudam as pessoas!

Outra amiga. Que peitou mudanças porque do jeito que estava, não dava mais. Foi de mudança, mala e cuia e criança na mão. Pro outro lado do oceano! Longe de todo mundo. Sem frescura ou fingimento. Mandando pra longe o medo. Construindo uma vida rica! Em todos os mais extensos sentidos. Aprendizado de conviver com outra cultura. De ganhar respeito. De ter e manter o seu trabalho. De ter sua vizinhança e poder passar para um café na padaria, que faz questão, junto do cigarrinho, após, na mão. De ter família, cachorro e papagaio na vizinha. De ter qualidade de vida! Porque aqui, não ia ter não! De sair em férias, faceira, tirar foto como diva, fingir-um de rica. Porque rica já é, mas esqueceu de perceber. Que me escreve, vez em quando, mexida pelas historinhas e me pede: “Escreve pra mim? Falando de mim… Ando tão malzinha…” Para de ser boba menina! Vida faceira. Com cansaço, com trabalho, mas tem! Fartura de vida. Fica bem!

Mais um amigo? Um amigo, verdadeiramente, diboa, de bem com a vida. Que nem conhecia direito. Mas foi me socorrer, nesta minha história de cair de pedra. Dezenove horas de busão. Dia e meio de city tour na capital. E que, na volta de carro, o 4x4 que pifou, aguentou quase seis horas em beira de estrada, pra seguradora liberar… táxi ou avião? Estrada e parada mais demorada que busão!  Vinte horas! Amigo porque nem precisava ter feito isso, mas fez. Não franziu a testa uma única vez! Nem reclamou, nem resmungou, nem se estressou, nem estressou ninguém! Tipo de gente que abraça a vida. Que aceita a vida. E vai viver!

Tem também um outro amigo! Que também me pediu pra escrever sobre ele! É difícil, sabia? Acho que gostam de ler as historinhas e querem ver como seria se lerem num papel ou tela! Tá bom. Vou dizer! Gente que preserva amigos. Que alimenta a amizade. Que se aproxima e se mantém perto. Que busca ser feliz. Que alegra a roda. Que chama pra dançar. E dança! Só nisto já ganha milhões de pontinhos no meio das amigas! Ahahahaha! Mas que no pouco que sei, procura fazer o que lhe faz bem e chama os amigos para ir junto! Amigo que arrebanha amigos é muito bom ter! Isto, eu engano bem! Porque na verdade, bicho do mato que sou, faço muita coisa sozinha porque gosto assim.

Ixi. Falaria por horas. De vários amigos…

Mas, acho que vou ter até de mudar o nome da historinha. Que começou com o “Muda o jeito” e virou “Amigos”. Mas, talvez, no final das contas, se complementem. Porque amigos não são réplicas nossas, nem almas gêmeas. Na verdade, em sua maioria, são almas que se mantém singulares e, por isso, complementares. Que nos conhecem, não decidem tudo igual à gente, mas respeitam nossa opinião. E se preciso for, puxam a orelha. Chamam nossa atenção. Compartilham pequenas bobagens. E os mais importantes momentos também. Socorrem. Pedem ajuda. Contam segredos e os não segredos.

Enfim. É a gente mesmo, de outro jeito.