Eu te seguro e você me segura.
Ok?
Minha força vem de algo muito além de mim.
No interior reside minha força. A que nunca me abandona.
Não fosse assim, ai de mim!
Fé.
Gentileza.
E tantas palavrinhas que viram modinha mas precisam ser vividas verdadeiramente, muito mais no coração e ação do que em publicação.
Existem momentos singulares. Únicos. Onde tudo some à volta e fica ali você e você. Nada mais. Sem poder fugir, o diálogo se inicia.
Momento duro este, não?
O diálogo mais revelador é este. A sós, se ouve a si mesmo. Este serzinho que você sempre deixa pra depois. Pra quando sobrar tempo. E se deixa engolir por ele, o tempo e pela "falta" dele.Ironicamente, nestes momentos, é como se você se deparasse com no espelho. E pah! Desse de cara com um estranho. Senhor, senhora, senhorita, rapaz.
Rapaaaaaazzz! Quem é esse aí??? Estranha o estranho. A estranha. E ele parece chatamente, repetir todos os movimentos que você faz. Te tirando... Demora pra você perceber a brincadeira. Não é brincadeira. É você!
Refeito do choque, inconformado, você, ainda contrariado, esboça um "oi, você aí".
Senha dada. A conversa acontece. Tímida. Mas sedenta de acontecer.
Por onde você esteve?
Quem? Eu?
Ué. Quem mais?
Oras… Andei ocupado.
Ocupado… Com importâncias? Ou desimportâncias?
Óbvio. Importâncias. Quer dizer…
Quer dizer?
Calma. Me deixe pensar!
Sim?
Acho que andei correndo pro lado errado da vida…
Conversa que vai e promete.
Bom quando isso acontece a tempo de inverter a corrida. Melhor. De desacelerar esta corrida. E brisar um pouco. Refrescar-se e perceber o tempo de olhos fechados, somente.
Neste estar a sós, revelações acontecem. Os teus próprios segredos, escondidos e abafados abaixo de sete palmos de pesadas pedras. Porque certos segredos vão gerar um desconforto gigante em você. Te provocando decisões. Mudanças. E, afinal. Quem é que quer ter o trabalho de mudar alguma coisa, se o cômodo caminho do "de sempre", vai no piloto automático. Não requer nem pensamento, nem emoção. Quem é louco de querer pensar e sentir…
Eu.