Vamos conversar?

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sábado, 24 de outubro de 2020

Espontânea - Retrato de alma é assim. Feito gargalhada

 Espontânea.



As melhores fotos, unanimidade, são aquelas que te flagram no momento antes do clic "oficial".


Não há make, fake.

Não há risada ou riso, sorriso forçado. 

Pose. Close.


Retrata o que há mesmo na alma, antes de se pensar na melhor foto que se quer posar.


Algumas coisas se finge. Se inventa. Se prepara. Se tenta.


Outras, não.


Retrato de alma é assim.

Feito gargalhada.

Explode. Ecoa.

Espalha. Espalhafata.

Feito espalhafatosa.

Pronta.

Dá nome de livro, hein?

Alma gargalhante...

#almacicloviajante #writerstagram #writers #womenwriters #womentravelers #laughter #laughteristhebestmedicine #laugh #laughing

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A hora do espelho



Eu te seguro e você me segura.

Ok?


Minha força vem de algo muito além de mim.


No interior reside minha força. A que nunca me abandona.


Não fosse assim, ai de mim!


Fé. 

Gentileza.

E tantas palavrinhas que viram modinha mas precisam ser vividas verdadeiramente, muito mais no coração e ação do que em publicação.


Existem momentos singulares. Únicos. Onde tudo some à volta e fica ali você e você. Nada mais. Sem poder fugir, o diálogo se inicia. 


Momento duro este, não?


O diálogo mais revelador é este. A sós, se ouve a si mesmo. Este serzinho que você sempre deixa pra depois. Pra quando sobrar tempo. E se deixa engolir por ele, o tempo e pela "falta" dele.


Ironicamente, nestes momentos, é como se você se deparasse com no espelho. E pah! Desse de cara com um estranho. Senhor, senhora, senhorita, rapaz. 


Rapaaaaaazzz! Quem é esse aí??? Estranha o estranho. A estranha. E ele parece chatamente, repetir todos os movimentos que você faz. Te tirando... Demora pra você perceber a brincadeira. Não é brincadeira. É você!


Refeito do choque, inconformado, você, ainda contrariado, esboça um "oi, você aí".


Senha dada. A conversa acontece. Tímida. Mas sedenta de acontecer. 


  • Por onde você esteve?

  • Quem? Eu?

  • Ué. Quem mais?

  • Oras… Andei ocupado. 

  • Ocupado… Com importâncias? Ou desimportâncias?

  • Óbvio. Importâncias. Quer dizer…

  • Quer dizer?

  • Calma. Me deixe pensar!

  • Sim?

  • Acho que andei correndo pro lado errado da vida…


Conversa que vai e promete.

Bom quando isso acontece a tempo de inverter a corrida. Melhor. De desacelerar esta corrida. E brisar um pouco. Refrescar-se e perceber o tempo de olhos fechados, somente.


Neste estar a sós, revelações acontecem. Os teus próprios segredos, escondidos e abafados abaixo de sete palmos de pesadas pedras. Porque certos segredos vão gerar um desconforto gigante em você. Te provocando decisões. Mudanças. E, afinal. Quem é que quer ter o trabalho de mudar alguma coisa, se o cômodo caminho do "de sempre", vai no piloto automático. Não requer nem pensamento, nem emoção. Quem é louco de querer pensar e sentir…


Eu.




segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Simplicidade, basta!





Com um sorriso deste, precisa legendar?


Podia ser lá fora. 

Sim. Realmente. Mundo imenso e cheio de belezas de cair o queixo.

Já rodei bastante a América do Sul até o extremo Sul. Lá no tal " Fim do mundo". Alguns pontos imperdíveis e muitos que ficaram pra uma próxima. Porque quem nasce com rodinhas nos pés, sempre mira as próximas. Atravessando o Atlântico, foram viagens curtas mas muito bem aproveitadas. Que pedem mais. E lógico que vou.


Mas...


Neste tempo de quintal restrito, a gente se reinventa e reinventa o olhar. Redescobre lugares. E descobre pela primeira vez, lugares que se passava sempre pela beiradinha. 


Necessário.


Nada é por acaso. Adoro esta frase! Quanta verdade contém!


E, muitas vezes, algo que parece tão clichê, resume. Tantos lugares belíssimos que se vai, que já se foi, que inquestionavelmente são fodásticos e é num abraço que se descobre o melhor lugar do mundo.


Neste tempo de tanta restrição de toque, de contato físico, a gente percebe riqueza imensurável em coisas assim. Que se pode dar e receber graciosamente. A toda hora. Todo dia. Com toda gente. Mas tem esta mania de manter distância. Ser impessoal. Ser reservado. Não ser dado. E adoece por falta de carinho. Falta de demonstrações de afeto. Falta de... Ser humano.





Lugares simples.

Sentimentos simples.

Pessoas simples.

Demonstrações, simplesmente.


A gente sente falta.

E se sente, a única coisa a se fazer é começar a fazer!


A pandemia trouxe tantas mudanças de comportamento... Trouxe tantas restrições. Mas trouxe também fases de fazer. Sim. Fases de fazer. Quem não passou por elas? Nem precisa mencionar...


Hoje, já abraço algumas pessoas. E recebo abraços. E , meu Deus! Como senti falta disso! Como precisava disso! Pode não ser o mais certo. Mantenho cuidados. Afastamento. Mas entendi que afastamento físico é uma coisa. Isolamento é outra. E não quero me isolar de pessoas que quero bem. Fazem bem só de existirem. De passarem algumas horinhas, ou minutinhos apenas de trololó. Sabe? Conversa desinteressada. Só. Conversa à toa. De prosa boa. Porque é gostoso e pronto!





Vai passando o tempo e vou vendo que não quero acumular coisas. Que quero simplificar meu modo de viver.


De não acumular coisa alguma que não seja de me encher o coração de riqueza. Estas que não se compra. Ganha-se.


Estou revendo meus valores. E não estranhe se eu sumir, simplesmente, virar bicho do mato que já sou mesmo, desconectar de vez da tecnologia e comunicação mundão afora, só pra me conectar mundo adentro. Pras coisas do coração.


Já passei da metade da vida. E nesta primeira metade, pode ter certeza. Somos muito rudes conosco mesmo. Exigentes. Cobrativos. Seguindo aprisionados na nossa enganosa forma de liberdade. Pra ser livre, acumulamos bens. Pra poder usufruir a vida. E o tempo passa e a escravidão acontece. Como se houvesse um tempo mágico para parar com tudo isso e, finalmente, começar a viver.


Não. Não é semáforo gradativo. Daqueles que vão te indicando que o sinal vai mudar. Que o tempo do vermelho está acabando e vai começar as dez bolinhas de tempo do verde 


Não. Não é.


A vida é mágica por ser surpreendente. Esta é a graça. Não sermos donos do tempo. Não se pode postergar. Não se pode adiar a vida…





Já tive sonhos simples. Que cabiam no meu bolso. Já cresci os sonhos. Não em conquistas materiais. Mas de superações físicas, talvez porque minha maior perda foi física, quando acidentei e parei de andar por meses. Isso explica muito da minha obsessão em superar, superar e sempre ir. Deu né. As atividades agora são mais amenas e mais prazerosas.


Depois, sonhos mudando de formato. E percebi que sonhos também envelhecem! E é bom ter consciência disso. Senão, a gente fica correndo atrás de algo que não tem nada mais a ver com a gente… Só pra dizer que conseguir realizar. Aí, dá o vazio. "Pra quê mesmo erro queria fazer isso?"


De certo, ainda tenho sede de estrada e de horizontes. Mas tenho sentido querência de lar. De raiz. De me sentir em casa. De coisa simples. Café com pão. Arroz e feijão. Carinho e coração.


Pode ser que eu suma. Mas não. Na verdade, é aí que estarei de fato no meu lugar.





(Fluiu. Era pra ser um textinho despretensioso e curto sobre o que me faz sentir este lugar…)

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O óbvio assusta


Tem horas que é preciso mudar o ângulo, sair do ponto, considerar a vírgula, sobrevoar a si mesmo num vôo solo e solto pra poder enxergar.

O óbvio assusta.

Pensamentos decidem.

Desejos são as palavras que falamos. Muito mais do que as que desenhamos para que todos vejam.


A boca fala daquilo que a alma está cheia.


Inverta.


A alma fica cheia daquilo que fala a boca.


Dar forma às palavras em fala, prosa e verso. De tão certo, de tão perto, boca e coração, alma e mão, andam juntas. Palavra e coração.


É preciso ter a humildade suficiente para olhar-se no espelho das redundâncias. Nas repetições de inconstâncias pra entender. Há fatos que não precisam ser. Há fatos que são sem se perceber.


Embora e embora.

Uma fala que vai partir.

A outra dá uma segunda chance.

-Vou embora - diz uma.

-Embora você não mereça, eu fico - a outra permite.


E o jogo mais difícil de entender, o das palavras ditas sem ser mostrarem. E as que não são ditas por olhares. Um jogo. De medos e perdas. Que seguram. Inibem. Destroem sem se tentar. Que deduzem perdas por medo. Que abrem a porta para aquilo que acreditam.


A porta mais difícil de passar é esta. A do atrevimento. De ir mesmo que seja bobo. De acreditar mesmo que pareça louco. De ir mesmo que não pareça lógico. E de todos dizerem que não. Ou fazerem o oposto. De ousar passar mesmo que do lado de cá, haja certezas e conforto.


Quem foi que disse que seja o fácil, o melhor?


E as palavras se repetem em formatos e alfabetos diferentes. Mas a tradução é sempre igual.


Qual seria a palavra que resume o que todos e cada um quer nesta vida?


Pense na sua.

O pensamento é o mais rápido desejo que o cérebro produz e dá forma e dá forma em sentimento.


 #life #lifequotes #lifelessons #writers

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

E... Se?

 



E...se...

Eu cair?

Como saber, se não ir.


E se o tempo fechar?

E se ele estiver apenas fechando a cortina pra você ir lá desvendar?


E se for difícil?

E alguém aprende com o que vem fácil?


E se eu me perder?

Dá pra aprender até mesmo onde você nunca esteve.

Na verdade, foi me perdendo que me encontrei...


E se acharem que sou louco?

Ué? A recíproca não é verdadeira?


E se eu caminhar sem parar e não chegar a lugar algum?

O caminho inteiro eram lugares. E você encontrou todos.


E se chegar ao fim?

É bom você chegar a ele carregado de certezas feitas, ao invés das traidoras dúvidas que te prendem os pés na incerteza que te acusa de incapaz.


E se chegar ao fim cheios de "ses" sempre terá estado a espreita do precipício. Na curiosidade angustiante do não saber o que há lá. Na eterna dúvida de se...


Saberia levantar.

Se haveria sol ou chuva.

Se o deleite seria com um ou outro.

Se desataria nós de aprendizado.

Se encontraria tesouros dentro de si mesmo.

Se gargalharia da loucura alheia.

Se se apaixonaria por cada lugar, por cada sorriso recebido. Por cada respirar permitido por ter ido.

Se o fim era mesmo a plaquinha lá no final. Ou se era a inicial. Aquela que você colocava a cada vez que parava diante da placa do "se".


A vida é um sopro.


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