Vamos conversar?

Vamos conversar?

domingo, 9 de abril de 2017

Copo meio vazio? Ou meio cheio?

Meio vazio? Ou meio cheio?
Que tipo é você?


São sempre duas possibilidades!
Duas respostas.
Dois jeitos.
Duas visões.
Duas opções..

O sim ou o não.
O meu ou o seu.
A pior ou a melhor.
É ou não é.

Vai falar que​ tem o meio do caminho?
Vou falar que tem o durante, enquanto não é um ou o outro.
O talvez…
O nosso…
O maisoumenos.
O… Morno!

Porque talvez é como o “não sei”  ou o “porque não” do Castelo Ratimbum” . Não é resposta. É espera. Espera por um sim ou por um não.
O nosso é romântico, é coletivo, é social. Mas a posse é instinto natural. Só ver numa separação… Se existe o “nosso” ainda…
O maisoumenos o nome já diz. Nem um, nem outro. O em “cima do muro”. Tudo engole. Tudo tá bom. Tanto faz!
E morno é o insonso. O sem cor: É o cinza. O nem frio, nem quente: Morno. O que perdeu o paladar, o tato,a visão… E, portanto, o não saboreia, não sente, não vê, não tem.

O que me preocupa não é so mascarar respostas. Mas mascarar a vida.
Esta mania de ficar no meio do caminho, no talvez, no não saber se é meu ou seu, no maisoumenos, no morno, é coisa de quem levantou e esqueceu de acordar! Coisa de quem levanta e deixa a alma na cama. E não põe seu coração em nada do que faz!
Não arrisca, não se emociona, não embarga a voz nunca, não brilha os olhos, não dá gargalhada, não dobra a barriga de tanto rir!
Não se sabe, não se encontra, não sabe de onde veio, nem pra onde quer ir, não “se joga” na vida, não deixa sua marca porque nem sabe qual é.

Fica fácil pôr a culpa na ação alheia!
A culpa é dos políticos, da vizinha, do garçom, do flanelinha, do motorista do ônibus, da mãe, do pai da mãe, da tataravó, menos no próprio braço que não fez, na perna que não buscou, na cabeça que não pensou, no coração que não acreditou.

Culpa? Todo mundo tem. Cada um na sua própria vida. Melhor. Cada um das suas próprias decisões. É por isso que é preciso refinar a “vista”. Por um óculos, talvez? Corrigindo. Por um óculos, por favor?
E passar a ver do melhor jeito.

Ter o sim para o que faz bem.
O não para o que faz mal.
E entender que tem o talvez, mas é só por um tempinho só. Porque ele sempre antecipa ou um, ou outro.

Saber o que é genuinamente seu.
O que é do outro.
Não roubar verdades alheias.
Nem alegrias.
Nem tristezas.
Nem vontades.
Nem realizações.
O outro é feliz?
Deixa ser feliz!
Mesmo que isto signifique fazer coisas que você não compreenda.
Quem foi que falou que os outros compreendem você?
Outra coisa.
A vida do outro é do outro. A sua é sua. Tão simples e óbvio. Mas a maior razão de tristezas profundas e frustrações é querer ser o que o outro é. O outro tem. O outro faz.
Magra como a vizinha.
Feliz como a colega do trabalho.
Se tivesse aquele carro, aquele namorado, aquele marido, aquele trabalho.
De tanto olhar pro alheio, fica achando que tem de ser igual pra ser feliz. E fica infeliz tendo tudo que é seu!

Aí, é possível ir vendo que melhor ou pior é uma simples questão de ver.

Copo meio vazio? Ou meio cheio?
Não fiz quase nada? Ou fiz quase tudo?
Falta pouco? Ou não chega nunca?
Eu errei. Ou eu tentei?
Tive e perdi. Ou eu vivi?
Uma questão de ponto de vista.
De ver de dentro pra fora.
E não de fora pra dentro.
O que muda não é a água do copo.
Mas o olho que a vê.

Copo meio vazio? Ou meio cheio?

Vida meio vazia… ou com espaços para ir colhendo pelo caminho???

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Aonde vai com tanta pressa?


O tempo passa em tempos diferentes.

Há um tempo em que nem o percebemos. Como se déssemos de ombros pra ele.
As horas passadas brincando na rua, de pega-pega, bola-queimada, bets e todos aqueles brinquedos que não custavam mais do que o que carregávamos facilmente conosco mesmos, ou uns gravetos, ou pedaços de galho de árvore, pedaços de cerca de madeira é uma bolinha oca de plástico, ou qualquer bolinha até de meia, bola murcha, coisas que não custavam caro, eram de graça ou feitas pela gente mesmo!
Usávamos tão bem o tempo que fazíamos o milagre dele render fazendo caber nele muita felicidade! E por mais que a hora que as mães vinham no portão chamar que estava na hora de tomar banho e dormir, ou jantar, sinalizava o fim da brincadeira, não tinha tempo ruim. A gente sabia que no dia seguinte tinha mais!

Outro dia, primeiro de abril, fiz uma sapequice! Do alto dos meus cinquenta anos, devidamente conectada, repaginei numa nova versão a brincadeira do “primeiro de abril”. Dia da mentira! Bobiça. Pura bobiça!
Mandei uma mensagem inesperada a vários amigos e família. Tipo. “Tô indo embora daqui. Estou me mudando pra SC nesta semana.” Ri que nem criança… Cada vez que alguém respondia espantado, me fazendo uma série de perguntas, preocupado se tinha acontecido alguma coisa, ou curioso se algo excepcional, novo havia acontecido pra eu antecipar este velho sonho, eu devolvia… “Primeiro de abril!!! 😁”
Esta bobiça, brincadeira de criança gerou tanta risada, minha e de cada um que respondia que passei uma manhã leve, rindo à toa, andando com um sorriso no rosto por horas! Eu tinha feito uma arte sapeca boa! E com isso, aberto a portinha do tempo das boas lembranças que fizeram rir ou sorrir lá atrás e, toda vez que são acionadas, incrivelmente têm o mesmo efeito na gente. Por isso é tão bom, faz tão bem não trancar estas portinhas.

A vida parece dar um pulo gigante. E se assistirmos ao filme da nossa vida, o tempo passa diferente em cada tempo dela.
A gente lembra bem várias coisas de criança. Passa ainda desapressado pela escola e de lá mantemos acesas muitas lembranças boas. Facilmente trazidas, na forma de amigos e episódios que, basta encontrarmos um amigo daquela época que, pronto! São horas de conversa que puxam um fio repleto de lembranças!

A faculdade, até hoje não sei se seria a carta de alforria, ou a prisão perpétua da gente! Seria o momento em que recebemos a chave para o mundo! Os conhecimentos que nos equipam para sair mundo afora realizando coisas. Virando gente. No entanto…
Não que isto não possa acontecer. Mas o preço que se paga… Ao mesmo tempo em que é tão bom, descobre-se um quilhão de coisas novas, as algemas são colocadas. As algemas do tempo. É quando ficamos escravos dele. Por mais que corramos, nunca está bom pra ele! Sempre falta tempo pra fazer um trabalho, estudar direito pra uma​ prova. Dar conta de estudo, trabalho, casa. Família? Inexiste neste tempo. Afinal, o tempo é tão curto que é preciso priorizar o mais importante! Ela pode esperar quando sobrar um tempo! E o tempo vai passando…
Acho que é ali que entramos na escola errada. Esta que ensina que família não é importante. Esta que divide errado o tempo. Cobra horários sobrehumanos. Onde para dar conta de tudo, você passa noites sem dormir porque as horas não são suficientes para fazer caber tanta coisa!!! Quantidade passa a ser mais importante que qualidade. A vida vira uma correria e a gente passa a viver constantemente com a sensação de que o tempo não é suficiente.

Então, você vira um profissional. E passa a ser enganar que conquistou o mais importante da vida. A sociedade prega isso! Você é aquilo que você faz. E não aquilo que traz consigo lá dentro. Triste. Extremamente triste. A casca engrossa tanto lá fora que parece ser uma armadura à prova do tempo.
Fica cada vez mais difícil ouvir a voz lá de dentro. Afinal, as camadas postas do lado de fora funcionam como medalhas a serem exibidas e te fazerem mais importante. Quanto mais se faz, mais competente. Quanto mais se tem, mais poder.

E um desconforto incompreensível começa a acontecer.

A perseguição da meta pode durar tempos diferentes. Mas funciona mais ou menos assim. Até que existe o tempo onde você não faz mais parte desta máquina louca, por algum motivo. E de protagonista, você passa a ser plateia. E não compreende! Como, de repente, tudo continua a funcionar sem você estar presente? Como assim???

Inutilidade. Ser substituível. São diversos os sentimentos. Você pensava o contrário. Que era importante por ser útil. Que jamais seria substituível. Não. Neste mundo do "fazer” todos são substituíveis. Porque fazer, todo mundo faz. Faz até diferente. Mas todos fazem de algum jeito. E de algum jeito, a máquina continua.

Decepção. Vazio. As cascas começam a cair. Onde foi que tudo começou a dar errado? Onde foi que peguei o caminho errado? Onde foi que me perdi?

E este olhar que só olhava para fora e, subitamente, descobre o olhar para dentro, inicia uma longa, instigante e prazerosa viagem. Tantas perguntas feitas e respondidas com outras perguntas, outros anseios e outras buscas ininterruptas que o faziam correr sem parar atrás de algo que nunca chegava, agora não tinham nenhum sentido.
Ali dentro, as respostas já estavam prontas a serem ouvidas. Sem precisar correr! Era necessário apenas parar e silenciar. Tudo aquilo que se busca lá fora, viajando por infindáveis quilometros lá fora, por ironia pura, estão num lugar a nenhum centímetro de distância de nossos pés. Dentro da gente estão enraizadas todas as coisas mais importantes, que nos fazem bem e, portanto, nos fazem feliz. São as bobiças! Coisinhas pequeninas. Que nos causam alegrias ticas e ricas. Que, geralmente, não custam dinheiro algum. E requerem, somente, decisão.

Estar com pessoas que nos fazem bem. Conversas à toa, despretensiosas que não exibem poderes ou saberes. Mas que são sábias, por não falarem do desimportante, nos enchem de prazer, seja por pura empatia, pela boa sensação de estar junto e até​ mesmo não estando. Naquelas amizades mantidas de longe que, inexplicavelmente, são sentidas como estando tão perto e próximas.

Brincar com seu cachorro. Falar sozinho enquanto se caminha. Cantar alto dentro do carro na estrada viajando ou andando no meio da rua., Ou de cima de sua bicicleta, estradinhas afora!
Fazer uma gentileza. Deixar passar a vez na fila a alguém que precisa, ou no congestionamento no trânsito.
Puxar conversa. Como se fazia tanto antigamente no ponto de ônibus, na sala de espera, na fila do cinema. Ao invés de grudar os olhos e os dedos naquela tela minúscula e tão alienante.
Soltar pipa com o filho. Se já passou este tempo, com o neto. Ou com o filho da vizinha. Ou com aquele moleque no parque. Mas ir brincar com crianças!

Olhar com ternura, com respeito e com ouvidos atentos aos ”velhos”. Sejam eles seus pais, seus avós, seus vizinhos ou aqueles desconhecidos que sempre passam por você e você nunca olha na cara. Desvia o olhar. Ou nunca prestou atenção mesmo! Gastar um tempinho com eles é surpreendente! Um mundo diferente que você nunca entrará se não se permitir parar! E silenciar para ouvir suas histórias. Se fazer desimportante para se importar com o outro. E reconhecê-lo importante.

Então, o tempo, este senhor absoluto e intransigente parece fazer as pazes conosco. Ou seríamos nós a estar fazendo as pazes com ele?

É quando nos damos conta que naquele tempo de criança não tínhamos pressa nenhuma de sair daquele exato instante em que estávamos! O tempo se bastava nele mesmo! Vivíamos, realmente, o tempo presente. Amanhã era outro dia. Amanhã tinha de novo. E se não fosse a mesma brincadeira, a gente inventava outra. O amanhã era outro dia e ninguém se preocupava com ele antes dele chegar. Quando ele chegava, a gente vivia ele como o hoje!

Bingo! De toda esta linha do tempo, nas duas pontas extremas a sabedoria predomina e não se briga com o tempo. Não há porque ter pressa quando se é criança, nem quando se é velho. A pressa toda durante toda a vida não antecipa nada, nem faz chegar mais rápido ao destino. Só faz passar mais rápido pelo caminho. Sem prestar atenção a ele. Porque nesta ilusão de se chegar antes da hora, mais rápido, imediatamente o tempo é enchido de outras coisas. E você não ganha tempo algum. Apenas se ilude fazendo outras coisas, ao invés daquelas que estavam no meio do caminho…

No final das contas, a lógica da vida é tão óbvia que não dá para entender a pressa. Se o começo de tudo é quando nascemos e o fim, quando morremos, quem explica a pressa de se chegar? Se a vida acontece no caminho?

Então, eu pergunto:

Aonde vai com tanta pressa?

domingo, 25 de dezembro de 2016

#semCtrCCtrV

Quem manda no botão ON/OFf?

Um aniversário!!!
Quais os pensamentos isto nos traz?

Comemorar a vida!
O aniversariante está comemorando seu tempo de vida!!!
Então, nos juntamos a Ele para expressar que somos felizes de podermos fazer parte dela.

Fazemos???

Dar presentes não importa. Importa, de verdade, estar presente!
Tanta gente gasta horas em shoppings escolhendo presentes para distribuir na família e não gasta igual número de horas com conversa fiada com a mãe, pai, avó, avô, filhos, irmãos. Só porque estão sempre com pressa. Pressa pra quê?

Já parou pra olhar à volta?
Reuniões com um monte de gente… com caixinhas iluminadas nas mãos piscando com mensagens distantes… e os próximos ali ao lado, sem se conversarem! Esquisito? Realidade.

O mundo está girando rápido. Mais rápido do que a maioria está sendo capaz de perceber. E não a bola “Terra” que ganhou mais velocidade. Somos nós que estamos jogando o tempo fora, cada vez que estamos deixando de lado o mais importante.

Não sou contra tecnologia, de maneira nenhuma. Mas tem de ver quem é o SUJEITO, quem é o OBJETO do botão ON / OFF nesta história. A sua! Quem é que desliga quem, afinal de contas?

Retorne aos tempos onde a gente ria de brincar na rua descalço, de estar com gente do lado, e não da piada compartilhada milhões de vezes no dia pelo aparelhinho piscante…

Fale palavras sinceras e únicas, exclusivas de você ao seu filho, seu pai, sua mãe, seu amigo, seu amor. Não de CtrC CtrV uma vez na vida, vá! Este mundo está fácil demais pra por na sua boca palavras do outro, numa velocidade absurda de multiplicar mensagens que algum fulano escreveu, que você nem conhece e esvaziar este caminho tão curto, simples e fácil de se cruzar entre duas pessoas que se amam. Palavras não tão bonitas como mensagens prontas, mas muito mais intensas, verdadeiras e próprias na história de vida de cada um. Apenas fale! Senti sua falta! Você é importante para mim. Quero estar sempre ao seu lado. E diga que ama, se amar de verdade!

Presentes, pacotes, músicas, adornos, luzes… Só farão sentido, se dentro destas embalagens todas, não houver uma escuridão profunda e solitária.

Vamos tirar a pressa do tempo. Esta presa do CtrC CtrV. Do multiplicar correndo palavras que não são suas. Vamos nos despir um pouco, hoje, do que camufla o que não for essencialmente seu. Seja você, hoje. E, se estiver sendo esquisito é difícil, talvez seja porque você, no passar do tempo, tenha se vestido de tantas vestes, fantasias e rótulos que não são seus. Já parou pra pensar nisso???

Só temos uma certeza na vida. Ironia? O seu fim. Fatídico. Então, se não somos nós que escolhemos os seus pontinhos extremos - início e fim - somos nós que escolhemos a cada segundo, a cada escolha, o seu “recheio”...

Enfim.

Tudo o que é material é efêmero.
Tudo que o que permanece lá dentro, é o que realmente importa!

Tenham sempre dentro de vocês o propósito,a certeza, a convicção de estarem vivendo dignamente. Lembrando sempre de onde vieram. Por onde passaram. Assim, se lembrarão sempre as pessoas que fizeram parte de suas vidas.

Tenham gratidão!!!
Tenham compaixão!!!
Nunca se esqueçam de que felicidade sozinha é apenas um egoísmo efêmero.
Felicidade compartilhada é multiplicada por cada sorriso que brota na estrada por onde você passa.

A vida passa.
O tempo não para.
E é preciso rever o que te move nesta vida.
Para que você não se perca no meio daquilo que não se perpetua.

Que hoje não seja uma data engolida pelo consumismo inveterado, mas um renascer do que nos faz dignos de viver!!!

Susi Saito
Sem CtrC CtrV!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pra quando a memória falhar...

Quando minha memória falhar, tenham paciência! Isto vai acontecer.
Não sei o quanto vou me lembrar de nossas histórias. Mas se tiverem paciência, amor e senso de humor, vejam só... Poderão reviver um milhão de vezes as nossas aventuras ao contarem e recontarem-nas a mim todas as vezes que eu pedir ou não entender! E saborear, infinitamente o que já vivemos!

Quando eu não os reconhecer, não se irritem. Pois se somos assim, tão grudados e sintonizados é só ficar uns minutinhos juntos que iremos achar a nossa frequência. Quantas vezes for necesário. Todos os dias, se todos os dias eu me esquecer. E, se é verdade esta empatia, iremos plantar e colher a nossa vida a cada dia.

Quando a minha memória falhar, recontem pra mim o que fizemos. Mostrem pra mim o que somos. Sintam, repetidamente, o amor que cultivamos. Ele não se desgasta ao ser vivido tantas vezes. Ao contrário, multiplica-se.

Quando eu olhá-los com olhar de quem olha um estranho, faça, amizade comigo. Digam-me seus nomes. Fale-me de vocês. A afinidade é algo que se reconhece de longe. Preserva-se na essência. E, creio, eu, que mesmo que eu me esqueça de quase tudo, não perderei a essência do que sou, do que fui, Mesmo que não saiba o que serei.

Quando meu olhar se perder ao longe, sem lembrança quase nenhuma, não se preocupem. Ainda será possível fabricar na mesma hora a lembrança daquela exata hora. E isto fará com que se perpetue o que, de fato, importa. o AGORA. E a falha da memória, o esquecimento, engraçaçdamente fará valer o mais precioso tempo. O PRESENTE.

Quando eu parecer que fui embora, me cutuquem, me acordem. Façam coceguinhas, se for preciso. Não desistam de mim! Posso não ter forças pra falar, pra abrir os olhos, ou pra me mover. Mas estarei ali, bem ali com vocês. Conversem o tempo todo comigo. Contem-me como foi o dia de vocês. Não se entristeçam pois eu estarei triste em vê-los tristes. E me alegrarei se vierem felizes. Pois enquanto houver um suspiro, existo.

Quando eu for embora, eu sei. A saudade vai apertar pros dois lados. Dizem, pra aliviar esta tal da saudade, que estarei mais aliviada, Indo por um caminnho mais feliz. Creio que esta conversa é para convencer ambos os lados. Quem fica e quem vai. Porque de alguma maneira, penso que estarei por ali, olhando pra vocês. E os nossos sentimentos só valerão se todos os abraços tiverem sido dados, todas as palavras de amor e carinho tiverem sido pronunciadas, pois não poderemos mais nos alcançar  no espaço. E o nosso reencontro será esperado. Mais que certo, esperado.

Quando eu for alguém somente na memória de vocês, multipliquem sorrisos, sonoras gargalhadas. bons dias, boas tardes, boas noites. Gastem tempo com conversa fiada. Daquelas que se pára e se surpreende com tanta prosa com quem menos se espera. É dali que ganhamos as mais valiosas pérolas. Por ali distribuímos e colhemos tesouros. Façam-se presentes no presente. Pois nenhuma memória importará se você não tiver do quê se lembrar.

Topo do céu... Qual é o seu?


Se existe o topo do céu aqui mesmo,
é lá onde eu quero chegar!

Paredes, o que são?
Janelas, alguém sabe?
E portas, alguém diz?

Paredes protegem.
Paredes limitam.
Protegem das incertezas.
Impedem enxergar além.
Não é preciso estar somente dentro delas.
Nem, tampouco, se encorujar fugindo do conforto que elas têm.
É preciso dependurar as lembranças nelas
e atravessá-las, um pouco além.

Janelas...
São convites.
Pra espiar mundo afora.
Pra espiar mundo adentro.
São balcões das
"Marias Fuxiqueiras",
"Marias Curiosas",
"Marias Atrevidas",
"Marias Escandalosas",
"Marias Medrosas"
que se transformam em
"Mariasvãoalém".
É o passo intermediário
Entre o ir e o ficar.
Entre o sonhar e o fazer
Entre o de cá e o além.

Portas?
Ahhhhhh.... As portas...
De quantos materiais diferentes
se faz uma porta?
Porta de vidro.
Porta de madeira.
Porta de ferro.
Porta carcereira.
Porta trancafiada
Porta escancarada.
Porta entreaberta.
Porta encostada.
Portas espelhadas.
Portas sanfonadas.
Portas unifolha.
Portas meias-portas.
Materiais por fora e de dentro.
E, dependendo,
dão acessos a mundos opostos,
ou trancafiam pessoas adentro.
Abrem-se a caminhos,
Ou aprisionam pensamentos.
Portas, das quais,
nos apropriamos das chaves.
Para que seja nossa, a DECISÃO,
De ir ou vir
entrar ou sair
Ficar ou partir....

Paredes, o que são?
Se te aprisionam, se liberte.
Janelas, alguém sabe?
Se te chamam, espie, sonhe e se assanhe.
E portas, alguém diz?
Se te trancam, se destranque.
Atravesse.

É preciso ir!

(Dezembro/2013 - Parque do Aconcágua: Nós decidimos ir. E por assim decidir, chegamos na portinha do topo da América)

Paradas





















Paradas....
Que acontecem mais involuntariamente que por decisão.
Quando vou de fato, por opção, parar pra fazer todas as outras coisas que gosto tanto?

A despeito da forma tão diversificada de cada um ver como as coisas acontecem na sua vida, penso que nada é por acaso. Teimosa, fico o tempo todo brigando contra o inevitável: o tempo corre de dentro dos dedos das minhas mãos. A mania de deixar "o bife por último no prato"! Traduzo. O melhor pro final. Não que as coisas que eu tenha feito não sejam boas e prazerosas. São!

Mas...

Comigo, admito, acontece algo engraçado, pra não dizer trágico. É como se eu soubesse que as coisas vão embora. E que, por causa disso, tenho de aproveitar todas as gotinhas do caldo. Explico. A saúde vai embora. Aos poucos. A força, a resistência física, o vigor, o corpo, inevitavelmente, percorre uma linha descendente. E eu, apaixonada por tantas coisas nas quais ponho o corpo a toda prova, solicito dele tudo o que pode e um pouco (um pouco só!) além, acabo judiando e antecipando e acelerando este desgaste inevitável.

Ciclo vicioso. Me desespero em aproveitar dele enquanto dá, como se fosse perder, de repente, o que posso fazer. E, ao invés de viver várias facetas num mesmo tempo (as minhas várias facetas), a Susi dominante não deixa espaço pra todas as outras. Nem precisa falar qual é a dominante...

Se fosse falar, de verdade, tenho vários livros começados. Terminado só um. Mas não editado nem publicado. Apenas escrito do início ao fim. Todos os outros escritos estão esperando o tempo de eu aquietar e finalizar. São viagens. São idéias que surgem. Mas que se não organizadas e postas em forma de páginas são apenas palavras soltas sem corpo, sem rosto, sem fim.

Bem, a vida por si, só, já é um livro. Mas além de escrevê-lo quero recontá-lo, compartilhá-lo, narrá-lo em verso, prosa e fotografia. Porque escreve-se não somente com palavras, mas com as imagens que ficam gravadas na lembrança...

domingo, 23 de novembro de 2014

Reorganizando as gavetas exteriores e interiores...

Pois é...

Nem sempre as coisas acontecem como a gente pensa. Ou quer.
Acontece que, via de regra, tenho o costume de projetar alguns ideais. Ideais? Sim. Ideias de algo que eu queria buscar, esperar, queira que aconteça.
É interessante que tanta coisa na minha vida, coincidentemente, as melhores, aconteceram sem eu planejar, desenhar o rascunho, pensar no formato, cor, contorno. Caíram em minha vida como presente e delas me apropriei.
Aí, quando tenho de desejar algo, fico ensaiando, embaçando e fico muito braba quando vejo que não são exatamente como eu gostaria que fossem.
Chego à conclusão, então, que não devo desenhar, antecipadamente. Não nestas áreas desdenhosas da vida. Pois que em algumas, é possível traçar um plano, os passos e, disciplinadamente, buscar meus objetivos. Assim como tem sido nesta fascinante jornada que envolve a corrida, a atividade física com bike, na corrida de aventura. Treinar o corpo, discipliná-lo, coisa tão difícil e penosa pra tantos, é um prato cheio pra mim de satisfação e realização.

Mas...

A vida é muito mais do que isso! E tenho deixado de lado, indisciplinadamente, todas as outras áreas da minha vida. Me flagro cometendo erros. Repetidamente. Desde dar atenção a pequeninas coisitas da vida como cuidar das minhas plantinhas, fazer longos passeios e corridas com meu cãozinho, fiel companheiro desde quando eu ainda estava de molho e off. Como dar uma geral na minha casa. Aí me ponho de castigo, incomunicável, presa em casa pra começar este processo de recolhimento e organização das gavetas, armários, compartimentos secretos... da casa e de mim mesma. E aí... tanta coisa pode ser mexida, posta pra fora e percebida carente de atenção!!!
Comecei, sem querer, a por ordem na cozinha. Levantei-me e “ia” tomar meu farto café da manhã. Pra poder sair com meu cãozinho, numa horinha de passada descompromissada a treino, tempo e desempenho. Coisa de que venho sentindo muita falta! Mas, ao abrir armários, deparar-me com coisas esparramadas pela mesa, balcão, sem lugar certo pra ficarem, passei como furacão ajeitando tudo. O que era pra ser apenas uma “ajeitada” meia boca, virou uma faxina no armário. Era hora! Tanta coisa socada dentro dele só pra tirar da vista, sem qualquer critério de organização. Cadê a Susi de outrora que mantinha tudo organizado? Quando me vi, sentada no chão, tudo posto pra fora, esparramado no chão pra recolocar, cada coisa em seu lugar. Reetiquetando caixas de guardar coisas. Apagando nomes que não uso mais e colocando nomes que uso e preciso de mais caixas agora. Pura metáfora da vida! Exatamente o que eu preciso fazer armário afora, alma adentro...

Enfim, tirei tudo, tudinho! Recoloquei e olhe só! Sobrou espaço! Ficou tudo mais visível reordenei lugares das coisas. Dá até pra achar facilmente o que eu preciso... Tão óbvio isso!!!...
De lá, algo que me incomodava muito, meus temperinhos tão bagunçados sobre o fogão. Vidros sem dono sem serem dono de nada. Vazios, alguns, sem utilidade. Oras! OU se usa, ou se descarta fora! Não é assim? Tirados do porta-tempero que foi um dos caprichos meus ao planejar esta minha cozinha linda, e tão abandonada ultimamente, lavados e esvaziados, só serão colocados lá ocupando espaço visível, se forem pra ser, realmente, usados. Senão, vamos economizar espaço e retirar de lá! (Seria o presságio de eu prestar atenção ao que me tempera a vida????)
Mais umas ajeitadas e uma limpada em portas encardidas, almoço encaminhado no forno elétrico, fui ao último ponto. Que, na verdade, deveria ser o primeiro de todos: as contas!!!!

Tenho o costume de protelar com o mais urgente. Era pra sentar, simplesmente, diante dos papéis esparramados na mesa desde a sexta-feira à noite e dar fim neles! Só! Mas perfeccionista que sou, sei que tenho uma ultramaratona me esperando em contas, registros, balanço, e preenchimento de planilha tão cuidadosamente elaborada para que eu saiba onde estou, como estou, pra onde posso mirar e pra onde opto ir. Contas!
Creio que esta é só mais uma das minhas características tão marcantes da minha personalidade que, um dia, se equilibrarão, quando eu conseguir ser meio termo dos meus extremos. Nem lá, nem cá. Nem oito, nem oitenta. Como passei longos anos da minha vida sendo extremamente certinha nesta área, com tudo previsto, registrado, controlado, e planejado, larguei mão! E sofro as consequências deste desleixo momentâneo. Consertável. E assim, será. Já!

Não é esta, nem será, a única parada pra eu perceber-me como “mulher polvo” com tantos tentáculos, tentando fazer mil e umas coisas de uma vez só. Na verdade, esta era a minha situação antes. Dava conta. Ficava maluca, punha malucas, as pessoas ao meu redor. Mas fazia tudo. Mas, conforme a paixão descomedida cresceu em um dos tentáculos só, fiquei que nem aleijada, inchada, calejada só num deles e todos os outros atrofiados, revelando a desproporção dos meus hábitos...
Bem. Consciência, embora disfarçada, já venho tendo há muito tempo. Faltava-me ser mais dura comigo mesma. Sabe aquelas conversas que pais têm como seus filhos, quando não dão conta de suas obrigações? Cortar aquilo que mais gostam, ou mais fazem, ou mais lhe tomam o tempo? Então...

De bom, que estou meio caminho andado. Decidi não pôr o pé pra fora de casa enquanto não terminar aquilo que venho protelando. Pense só. Eu, euzinha, sem sair pra tomar vento na cara, na canela, na bike, num fim de semana!!! Mas assim deve ser. Esta novela é antiga e se repete todo ano. Reorganizar as gavetas, os armários exteriores e interiores pra eliminar tudo o que é velho, em desuso, desnecessário. Reconhecer valiosas coisas que andavam enfiadinhas no fundo das gavetas, esquecidinhas, por pura falta de bom uso do meu tempo. Não é possível continuar ignorando partes de mim! Uma é consequência e reflexo da outra. Bagunça cá fora, bagunça cá dentro. Não tem segredo. Nem outra explicação. Nem outro caminho.


É como se estivesse passando um pano úmido pra retirar a poeira acumulada no tempo sobre mim. Tira-me um peso enorme das costas, dos ombros. Limpa-me a vista. Libera-me as articulações, os movimentos. Só assim, me achando em mim mesma, situando-me onde estou, de fato, poderei mirar a frente, o caminho a seguir. Aí, será outra história. Estas coisas que não entendo, às vezes, tento entender, me põe braba por não serem exatamente como eu gostaria que fossem. Aquelas que a razão desconhece. As razões do coração...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A minha loucura mais louca...

(Relato feito após participação da Expedição Xokleng em SC nos municípios de Bombinhas, Porto Belo, Itapema e Camboriú)


Dia 11 de outubro - dia do meu niver!!!!! - recebemos o mapa às 14horas para iniciar a prova da Expedição Xokleng. Às 14h28 partimos! Iniciando correndo até Bombas, pegando a trilha do morro que dá no Estaleiro, saímos no primeiro AT na Caixa d'Aço pra fazermos a segunda perna: a canoa canadense!!!  A princípio, a canoagem seria até Itapema. Mas por uma questão de segurança dos participantes, esta perna foi abreviada e passamos pela Ilha de Porto Belo, no primeiro PC e desembarcamos na Marina pra iniciarmos, novamente, a corrida até Itapema.
De lá, novo PC já escurecendo e partimos a caminho do misterioso PC3, no caminho dos morros do lado de lá da BR 101...
Foi neste ponto que algumas equipes erraram o caminho, tomaram a direção errada, perderam um tempo. Por pouco não erramos também!  O cuidado do nosso navegador e o trabalho e a conversa em equipe, a atenção em observar os detalhes nos salvaram de perdermos alguns minutos ou horas no caminho errado!!!!
Rumamos para o alto do morro... 678 metros subindo "na unha"!!!! Parecia não acabar mais!!! E no topo, novo PC e uma baita descida mata adentro!!!! Um tobogã verde!!!!
Lá pelas tantas, já nem sei que horas, depois de toda trilha, quase erramos o final do caminho para o Macaco, chegamos ao AT onde trocaríamos a pernada por bikes! Uma janta, reposição de sal, alimentos, energia, água, água água e partimos!
A perna de bike, no início, rendeu uma tentativa de estratégia que não deu muito certo. Perdemos uns 50 minutos a mais. Mas, digamos, foi um caminho mais tranquilo, mas muuuuuito mais longo. De volta ao PC, iniciaria-se a parte mais trash da bike...
As subidas eram em pé! Cada vez que eu me meto numa enrascada daquelas brutas, penso e concluo que é a pior subida, a pior pedalada, a experiência mais hard que já tive. Foi assim com o Pico Agudo. Depois, superada pela Serra Grande. Agora, sem sombra de dúvida, superadas por esta prova!!!! As subidas que encaramos, sem noção, sem comparação, sem condição de percorrer, só deitar na bike e empurrá-la, empurrá-la, empurrá-la com todas as forças possíveis. As do corpo e as da alma!!!! Foi o trecho onde mais dúvidas tivemos se não havíamos errado. Um quarteto já havia voltado o caminho. Insistimos e seguimos. A ponte que passávamos indicava o PC logo adiante. MAS, não havia nada. Seguimos. A ponte era outra! E junto ao PC até lanchonete aberta com esfiha, pão de batata quentinho, coca cola (eu não gosto, mas nestas horas, qualquer coisa líquida e com sódio alimenta e repõe!) e um pit stop para recuperarmos as pernas das subidas... Uns vinte minutos. E partimos. Rodamos até o amanhecer...
O AT para a troca para a perna de trekking era bem próxima da BR 101. De lá, passamos de volta pro lado de Bombinhas e partimos em direção a Santa Luzia e o início das praias mais bucólicas, desertas e de uma beleza ímpar de Bombinhas...
Ali começava a me sentir no quintal de casa! Pra mim, seria fácil navegar por ali e dali em diante. Fui calculando os tempos de cada trecho. Batata! Bem dentro do que previa. Apesar de parecer um trecho pequeno, as trilhas de acesso e passagem de uma praia para outra são bem acentuados. E lindos! O tempo todo! O PC na praia Vermelha proporcionou belíssimas fotos clicadas pelo Marlon R. Silva que além de marcar o PC e o passporte, aproveitou para registrar a passagem dos guerreiros que chegaram até lá! Afinal, numa prova desta, somente o fato de concluir a prova já é uma grande vitória, pois muitas equipes por ali, já haviam desistido, ou não haviam chegado a tempo de terminarem por terem se perdido no caminho...
Praia Vermelha, Triste, da Lagoa e Cardoso. De onde partiríamos para a segunda perna da canoa...
Dizia pro meu parceiro, enquanto eu remava, que estava quase dormindo neste momento. Calmaria, o ventinho no rosto, a delícia de estar chegando ao fim...A noite não dormida... Remamos até Canto Grande! E dali, faltava pouco, pouco...
Tainha!!!! No pé do Morro do Macaco. O lugar que mais me marcou e mais tenho fotos com meus filhos! De onde se enxerga toda Bombinhas. A trilha pra Tainha, pela beiradinha, que não foi feita por todos neste sentido, nos levou ao PC virtual da casa azul que não era mais azul e pregou a peça em todos!!!! Na dúvida, achamos todas as casas azuis da Tainha e pegamos o número...
Dali, só mais o rapel... Desta vez, apenas dois do quarteto teriam de fazer. Fui eu e o Amarildo. Bernardo e Nelson teriam de fazer a segurança. Pábuf! Quinze minutinhos, chegamos e partimos! Agora era descer o morro, esticar as pernas nas praias de Conceição, Mariscal, encarar a última subida que dá pra Quatro Ilhas e pro centro e avistar o "Sol" sobre a Vila do Farol pra mirar nele e chegar...
Havia gás, ainda pra uma corridinha final!!!! Mas equipe é equipe! Corrida de aventura é uma junção de qualidades, de peculiaridades e o que um não tem , o outro tem e compensa. Ali vi um dos camaradas ter gás pra levar o companheiro "na mão", dando-lhe uma força para ir... Vi a equipe vencedora dos quartetos passar, cumprimentar, fazer festa conosco e oferecer coca cola e - me rasguei de rir - vi meu companheiro pedir se podia ficar com a coca!!!! Ao que eles prontamente atenderam!!!!
Queria ter conversado mais durante o trajeto todo. Conversamos um bocado, falamos bobagens mil, jogamos conversa fora, brincamos de brigar e xingar (um monte!!!! até de assustar as equipes que iam junto!!!|) trocamos conversas, repartimos lanches, suplementos, água e energia.
Foram 24 horas e 30 minutos, mais ou menos. A passagem, justamente, do meu aniversário. 24 horas inesquecíveis que se tornaram as mais loucas de todas que já tive! "A loucura mais louca" feita até agora!
Pra que fazer tudo isso?
Difícil explicar. Tem de experimentar!!!!
Antes de fazer, você acha loucura, impossível, "infazível"...
Você descobre, fazendo, que é capaz de coisas muito além do que imagina. Você se redescobre! Você abre horizontes a sua frente! Você se reinventa e a vida se torna um leque infinito de possibilidades.
Eu sei que pra quem não é adepto, simpatizante, ou praticante de qualquer coisa parecida, menos ou maior do que este tipo de loucura fica difícil de entender. Mas cada um, com certeza, tem a sua loucura particular. A sua vontade a ser feita. O seu sonho. E tem, certamente, o desejo de ter histórias pra contar e se lembrar.
As minhas são assim! Tem mato, mar, montanha, vento, tempo e o intento. Tem sonhos, tem feitos nem ao menos sonhados, tem coisas que caem de pára-quedas, mas que abraço e faço virarem meus! Tem possibilidades, principalmente, quando a maior chance seria a da impossibilidade, do "não", do "parar" do desistir. Mas... Pode ser que um dia, isto chegue ao fim. Mas prefiro assim, não finalizar antes dele chegar.
Pode ser que eu tenha, um dia, de parar. Mas enquanto a paixão for maior que a dor (que existe!) e o prazer render boas gargalhadas, boas conversas rasgadas, bons tempos, é assim que vou permanecer.
Cada um é de um jeito! Não preciso ser compreendida nas coisas que faço. Já passou o tempo de pensar que há apenas um certo e o resto é errado. Bom é poder ouvir o que o coração pede, a alma transborda e viver. E, se o corpo ainda puder acompanhar, que assim seja!!!!
Susi Saito  

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Espelho de mim



Quem sabe meus sonhos???...
Bem lá dentro de mim,
um burburinho sussurra.
Quer contar-me meus segredos,
Sabe todos meus medos,
Espia e brilha os olhos
por todos os meus poros,
por todos os meus sonhos.
E eu, toda,
do começo ao fim,
me renovo,
me esgoto,
me conheço...
Sei bem o que me faz feliz.
Sei bem o que quero, ao fim!
As estradas, os caminhos
são o espelho de mim.
Do que sou, do que serei.
Por isso, persigo sonhos...

24/01/2014

(Costume meu, rabiscar algo em todo começo de agenda de todo começo de ano.
Auto-sugestão?
Auto e alta afirmação?
A sequência, mera consequência....)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Desquecendo!

Então.

Tenho o costume de fugir das coisas mais importantes. Como na primeira postagem que fiz neste blog, a mania de deixar o bife por último no prato. Ou deixar o mais gostoso pro final. Ou deixar aquela coisa que mais quero fazer por último.

http://clicandoeconversando.blogspot.com.br/2010/12/arrumando-gavetas.html

E aí.... nunca faço.

Verdade seja dita. Exatamente isso que faço e continuo fazendo. Me encho de mil coisinhas  pelo meio do caminho. E aquela que me deliciaria fazer ficou totalmente de lado...

Quanto tempo????

É um REcomeço. Poucas linhas. Poucas palavras. Um tempero necessário pra curar o meu exagerismo de fazer tudo, Ou nada. Oito ou oitenta. Ou faço, Ou não faço. Tenho de aprender a fazer a conta gotas. Pouco de cada vez e fazer com frequencia, um pouco de cada uma das coisas que me pertencem e às quais eu também pertenço!
Afinal, sou uma infinidade de coisas e já vi que esta minha mania de fazer demais somente UMA das coisas que gosto, sempre me deixa incompleta.

Será que vinga?

Ahhhhhh!!!! Claro! Um bom empurrão recebi, hoje! Ricardo Hoffmann! Meu amigo blogueiro de quem há tempos não tinha notícia e a quem não dava notícias minhas também. Me lembrou, bem lembrado, que "...é o esquecimento e não a morte que nos faz ficar fora da vida", lido de um livro de Mia Couto.
http://emporiododom.blogspot.com.br/2012/02/sobre-o-esquecimento.html

Estrategicamente, me provocou.

Bingo! Deu certo!
Cá estou eu, depois de um longo e tenebroso inverno, longe de meu blog, dedilhando um pouco, OUTRA VEZ!




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tantas voltas o mundo dá!

Ahhhhhhhhh... Como você mesma diz...delicinhaaaaa!!!
Li TODOS!!!! Todinhos!!!!
Que pessoa cheia de vida, alegria contagiante, vibrante!
Fer... Minha história da parada tá contada no meu blog.
O CLICS. clicandoeconversando.blogspot.com
Tá parado desde agosto do ano passado porque o meu ombro detonou, fiquei quatro meses afastada do trabalho pra tratar e parei de escrever. Sempre penso nestas horas, quando Deus me manda parar, que Ele quer me mostrar alguma coisa... E que eu, elétrica que sou, não paro pra ver, ouvir, sentir, entender seu plano pra mim. Neste tempo parada, entrei no patchwork... Cultivei plantinhas na sacada do meu ap, ganhei un cachorrinho fofo, resgatei o gosto por cozinhar e diga-se de passagem, muuuuuuito beeeeeem...., cuidei com esmero da casa que vivia largada quando eu só corria, bebia e comia e respirava corrida corrida corrida.... E percebi que todo corredor só sabe falar de uma coisa: corrida! Não tem outro assunto, outro interesse, outra paixão. Enxerguei que somos extremamente chatos no meio de quem não corre, não curte, simplesmente encontra prazer em coisas que nós, provavelmente, deixamos de lado pela corrida. Resgatei a dança, o remo, outras tribos de amigos. Vi as outras cores que tinha deixado de ver na minha aquarela da vida. Loooooooooooógico que era tudo pra preencher aqueeeeeeeleee vazio da corridayt! Vazio que, convenhamos, é só dela. Tipo o tal do primeiro amor? Que passamos muitos anos querendo substituir, quando na verd@cfade, descobrimos depois, ou admitimos, que nada preenche o seu lugar. Porque ele nunca deixa de estar com a gente! Não substituímos amores. Adicionamos. O coração tem que ser grande o suficiente para acomodar todos, todinhos ali dentro. E tal qual o amor, as paixões não são substituídas. Somam-se!
Admiti! O lugarzinho no meu coração e na minha vida para a corrida era só dela de mais ninguém de nada mais! Foi aí que, creio, me curei.
Admitir que as outras paixões tinham de brilhar na minha vida pelo seu brilho próprio, não tentando ser o que não eram, me destrancou a passagem, a porta, a ponte. Enfim! Me abriu o caminho pra curtir e muuuuuuito, cada uma das outras coisas que passei a fazer.
No meio do ano passado, então, de ombro mega doendo, eu chorava de dor todos os dias, ganhei mais um médico na minha longa lista de profissionais que cuidaram de mim entre fisios e ortopedistas. Tomava medicações muito fortes pra dor. Muito mesmo. Uma delas me deixava zureta. Creio que parecido com droga da "marvada"... Falando com ele, tomei uma bronca daquelas ele me afirmou: "Você não precisa de remédio! Seu remédio é endorfina!" Ele não me acompanha mais. Mas mudou a minha postura com aquela dor que não passava, me paralisava, muito mais que o ombro,o corpo, a alma, vida! Ele sabe que voltei a correr. Mas não sabe o quanto. Não imagina que foi um tratamento de choque, porque naquela época, há poucos meses atrás, eu estava entregando os pontos, me entregando pra dor, definhando em corpo e alma. Recolhia meu braço como se estivesse o tempo todo com ele dependurado na tipóia. Chorava. Chorava muito. Todos os dias. Trabalhava. Voltava. Sentava no sofá e ali ficava. Inerte. Imovel. Sem vida. Não acreditava mais em voltar a correr. Nem cogitava voltar a pedalar. Via meu corpo como algo frágil que quebraria se eu tentasse, se eu intencionasse me mexer. Medo. O medo me paralisou. Quando ouvi deste médico "Corre! Vai correr!" Duvidei que poderia. Ingenuamente perguntei "mas posso mesmo?"
Em Bombinhas, então, no feriado, no lugar que mais amo no planeta, absorvi toda energia que sempre sinto estando lá, respirei fundo, não deixei a cabeça duvidar e fui. Tipo...caminhar na praia.... De verdade, não é mimimi, enfeite, confete, exagero. Todo mundo que me conhece sabe que meu maior sonho de corrida é correr a K42... Então... Quando avistei aquela bandeirinha do K42 de 2012 sacolejando no vento.... Ahhhh... Eu abri um sorrisão... Me veio uma alegria tamanha, uma energia sabe lá de onde, do céu, só pode ser e eu... Corri! Sério! No ano de 2012, se ensaiei uma corridinha umas dez vezes, foi muito. Tentavanãodavatentavanãodava. Ali, de tipóia no braço, correndo de um braço só, fui! Que deleite... Vi que dava, sim, pra correr daquele jeito. Todo mundo sabe dos esportes paraolimpicos. Mas não para nunca pra tentar fazer sem uma parte do seu corpo. Lógico que minha limitação física não se compara a situações muito mais graves. Limitação acontece, na verdade, na cabeça! E a minha, naquela época era imensurável!
Naquele dia, eu destravei a porta. Imediatamente, meu corpo respondeu, meu coração inundou-se de alegria e revivi todo o delicioso sentimento que a corrida proporciona. Vento... Vento...vento... Senti na pele que crer é primeiro passo. Depois, é só manter acesa a esperança que só quem sonha consegue manter...
De lá pra cá, seria bonito dizer que tudo transcorreu lindo maravilhoso prefeito. Não foi! Passei às férias novamente em Bombinhas pus em prática toda a minha sede de viver, de correr, os olhos voltaram a saltar de tão brilhantes. Já não usava tipóia. Já corria balançando os dois braços! Arrisquei percursos maiores.... Deu! Dei conta!
Foi a mola que eu precisava pra voltar a arriscar a sonhar de novo! Imaginei um ano de volta nas atividades. Beeeeeem diversificadas pra não correr o risco, de novo, do over, overtrainning que todo mundo que está, não admite, dá risada, pensa que não é com ele, que nunca vai acontecer com ele. Pode contar uma coisa? Acontece! E o over derruba!
Quando digo que não transcorreu tudo prefeito foi porque de volta a minha cidade, eu simplesmente não conseguia me regrar a acordar cedo pra correr antes do trabalho. Lembrava da época dos treinos pras maratonas, quando não havia relógio, frrrriiiioooo, chuva, que me impediam de levantar, sair, correr. Eu simplesmente, não conseguia entender COMO eu fazia tudo aquilo... Como eu acordava tão cedo... A cama, definitivamente, tinha cola!
No inicio de março, fiz exames de sangue de rotina e deu acima pra colesterol. Isto nunca tinha acontecido! Isto mexeu com meu brio e dei um basta naquela pasmaceira.
Montei um horario intercalando nadar, correr e pedalar nas manhãs e reservei a noite pra lazer.
Fiz "test drive" em academias de dança, alongamento, street dance, musculação, ballet clássico. Autodidata passei nadar regradamente, com um braço só, intercalando os dias dos meus primeiros trotes que passaram a ser corridinhas, que foram esticando, esticando até voltar a rodar mais de duas horas... Três...
Adotei a Bike e ela, gentilmente, me aceitou. Sem me questionar o porquê de eu nunca te-la tratado com devida importância. Deslumbrei! Não me machucava em nada, nada os joelhos! Vi na Bike uma luz... Intensifiquei as saidas de bike! Meus sábados passarama ser para longões correndo e os domingos para pedais de uma media de 4, 5 horas...
Tudo caminhando de vento em popa!
Arrisquei e tive a deliciosa sensação de fazer um pedal trash looooooongo de 100km e termina-lo. Com tudo isso, fui resgatando a confiança perdida sem deixar que ela virasse excesso de confiança. Fui gostando da coisa. Equilibrar. Curtir cada coisa, cada uma no seu espaço próprio. Sem uma invadir a outra. Desfrutando...
Hoje? Inscrição feita nas minha prova dos sonhos, de Bombinhas. Não! Ainda não é hora de me submeter aos 42 solo. Tanto é bela quanto dura. Quando dei minhas primeiras corridas em Bombinhas nas férias, comecei a sonhar de poder fazer o K12. Corri lá quase todos os dias pra isso. Quando comecei a esticar as minhas saídas aqui passei a acreditar que poderia tentar os 21. Cheguei a coçar pros 42. Mas sabia que seria loucura. Pior... Irresponsabilidade se fizesse isso comigo mesma. Decidi. Metade. A segunda. Meu trecho favorito. Que dá no lugar que há quatorze anos passo acampada com meus filhos no verão. Retiro dos Padres! Estou extasiada... Aprendi que antecipar um sonho sem respeitar o tempo certo pra ele acontecer poder botar tudo a perder. Pode significar perde-lo. Estou tranquila como quem toma a decisão mais certa e caminha pelo caminho certo. Melhor... Corre!
Pra completar a fase atual, longe das provas desde a maratona de curitiba de 2010, me resguardei, apareci em algumas provas pra fotografar, pilhar, rever amigos. Depois sumi. Saí de cena. Precisei. Não dá pra encenar pra sempre o papel de pessoa feliz, pra cima, quando tá todo mundo seguindo vida normal, correndo e você continua sem.
Não digo que morra de vontade de voltar a loucura de antes, de iniciar o ano pensando e planejando todas as provas a fazer. Disso me desliguei. Minha praia é a praia. Montanha. O mato. Correr em lugares assim, pra mim, é indescritível. Asfalto, meio da cidade não me apetece mais! Mas aí, o burburinho era a meia das cataratas... Minha preferida das meias! Articula daqui, articula dali .... Sem planejar correr de volta em provas, nem sequer pensei em me inscrever em nada. Mas quando você tem lembranças muito felizes de um lugar tão privilegiadamente belo como aquele ahhhhhhh... O coração bate...
Vou no face jogo: "Alguém tem uma inscrição perdida pra meia das cataratas?" Foi o tiro no escuro pra acender a tocha! Inscrição doada, carona arrumada, eu vou! Fiz as contas. Trinta meses sem saber o que é estar debaixo de um pórtico! Sem por número de peito. Sem ajeitar um chip nos tênis. Eu vou!!!!!!
A ficha cai. Eu, realmente, tô voltando! Nem de relógio vou! Meu Garmin, privilégio de poucos na época que me dei de presente nem tem mais bateria que presta. Carregaapagacarregaapaga! Desisti dele. Mas quem é que precisa de relógio, GPS, medidor disto e daquilo? Sou amadora. E meus status atual é exatamente este: por amor. Sem dor. Sem tempo. Sem indicador de direção, de altimetria. Medidas úteis que talvez eu use de novo, um dia. Hoje não. Agora não. Vou pra meia das cataratas pra ser feliz. Correr no exato ritmo do meu coração. Permitir-me correr, andar, tagarelar, sorrir muuuuuuito e, se lá de dentro subir um nó, quando eu avistar o pórtico da chegada...deixar vir, deixar minar meu choro que, imagino, virá. Posso, não posso? Vai ser de alegria pura! E, se tudo vale a pena, se a alma não é pequena, vale chorar quando for de felicidade. Emoção. Se os olhos são a porta de entrada do coração, é a fonte que estará voltando a minar água. Fonte. Que me sacia

domingo, 12 de maio de 2013

TIPOS DE MÃE...

Qual tipo de mãe que não existe?

Mãe é uma daquelas palavrinhas indizíveis. Que, ao contrário do quanto falta em palavras para se exprimir tudo o que ser pensa e se sente ao se falar em mãe, sobra em sentimentos...
Não há um padrão em comportamento. Há todo tipo de mãe. Agitada, quietinha, antiquada, moderninha, baladeira, conservadora, faladeira, silenciosa, intrometida, na dela, sorridente, fechadona, calma, braba... Só não há um tipo de mãe: mãe morta! Porque mesmo já tendo partido, FICA! Fica pra sempre com a gente! Em cada detalhe de nós mesmos. Nas nossas chatices iguais às dela..na nossa fibra herdada dela. Na panela que se queima como ela. Na vaidade pura de se preparar para sair, passando uma maquiagem, pondo um brinco, um anel. Na brabeza de educar um filho. Naquela doação só dela de tirar algo da sua casa, do seu guarda roupa só pelo prazer e cuidado de me dar.
Nas lembranças únicas que ela me remete em lembrar cada instante dos seus últimos dias vividos com a gente... Quando ainda podia vir até o portão pra nos falar tchau, com aquela carinha de "fica mais!".
Agradeço a Deus por que, mesmo tendo vivido momentos dolorosos de doença, estes momentos foram transformados em possibilidades de amor.... Amor expressado. Porque ela não era daquelas mães carinhosas que davam e recebiam carinho. Mas a convivência nos cuidados com ela possibilitou o resgate disso tudo... Carinho, palavras de amor nunca ditas, até o "eu te amo" que sim, muitos filhos não conseguem dizer e muitas mães também não. Não por não sentirem. Mas por pura timidez, falta de jeito, até orgulho.
Fui dizer "eu te amo" pra minha mãe quando ela já estava bem doente. Mas deu tempo de falar! Fazer-lhe massagem/carinho nas pernas inchadas, fazer-lhe carinho nos cabelos, pô-la pra dormir... Ficar do lado dela por dias, dias e dias até ela adormecer. Dar-lhe banho, fazer-lhe comida, dar-lhe comida na boca. E... Milagre seja dito. Ao fazer cada uma destas coisas por ela, pude cair em mim que eram as coisas que, primeiro, ela fez por mim.... Amor imenso, tímido, sem jeito sem graça, mas imenso! Que mesmo doente, tão doente como Dona Estela ficou, ensinou-me o mais sublime dos ensinamentos que poderia me deixar: cuidar de quem se ama....

Mãe, tô eu aqui, do jeitinho que a senhora tão bem conhece: chorona, falando/escrevendo sem parar. Que saudade da senhora! Como pode despertar ainda em mim, este choro de saudade, estas lembranças tão fortes que permanecem. Estaremos todas reunidas. Vou sair pra correr daqui a pouco, porque a senhora me ensinou a ser uma mulher de fibra! Valente, destemida. Porque a senhora desafiava saulo que não podia ser feito. Nos esportes, jogando tênis, nadando no mater da ACEL, nadando por nadar, correndo por correr na praia, do para vencer todas a tuas limitações e frustrações do passado. A senhora que cuidou de mim quando sofri o acidente e viu sua filha sem andar por meses, vibrou a cada vez que eu obtinha uma pequena vitória, até chegar a sair pra pequenas viagens de Bike e este teu olhar de orgulho, de satisfação no seu portão, quando partíamos dali, eu nunca, nunca nas minha vida vou esquecer!
Creio que é este teu olhar que eu procuro cada vez que eu vacilo se dou conta de ir, de encarar algo que tenho receio, ou medo. É este olhar que eu procuro quando preciso do porto seguro de partida, que me receberá na chegada. Teu olhar é tão presente em mim...
Que bom que Deus transforma em saudade este amor que fica. Porque FICA!
E é por isto que hoje eu digo: só não existe UM tipo de mãe. Mãe morta. Porque mães não morrem jamais. Ficam pra sempre com a gente!